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Dillo

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Álbum

2016

Taguatinga/DF

Baixado 100 vezes!

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Sobre

Dillo Daraújo fez um álbum rico e singelo que fala de novelas mas também faz uma crítica voraz às redes sociais. Pra quem não tinha perfil no twitter, Dillo mostra-se ainda mais mordaz que no disco anterior. Mas também sobraram crônicas sobre a vida a dois, sobre estilos musicais e até relações profissionais.

Nesse disco, Dillo vira o personagem que intitula o álbum, mas que surgiu antes lá no ‘Jacaretaguá’ de 2012. Onde esse mesmo personagem mergulhou nos temas propostos lá naquele período e que se repetem evoluídos neste novo petardo.

Se em 2012 você ouvia ‘Plano marmita’, agora em 2016 temos ‘Home sweet rua’, que evolui nas rimas ferozes de um robô efêmero lá da Guariroba. ‘Sessão do descarrego’ continua em ‘Jesus Krishna’ com a pegada de hit garagem com a “calça arrochadinha” e “topete de galinha” etc e tal.

Agora em 2016, Dillo chega maduro e experiente e já com filha adolescente, pra quem ele dedicou o sucesso de novela ‘Mamãe mamãe’, baseada em uma discussão escolar sobre o futuro que é projetado a todas meninas de 13 anos em diante. Com letra feminista Dillo abre o microfone para o próprio feminismo interior.

O tempero latino sensual sempre esteve presente na obra de Dillo e neste disco não poderia ser diferente como a suave ‘Dois a dois’, a acelerada ‘O som do sal’ e a poética ‘Amor de ficar’ onde o cantor cunha a expressão de “rima de aspirina pro refrão” com sua verve poética cada vez mais em evidência.

‘Pena que se acaba’ trouxe a concretização de uma parceria bem sucedida com o Roberto Frejat na guitarra, que até foi relatada em tom profético na canção ‘Fica para o próximo disco’, onde Dillo e o o guitarrista angolano Nuno Mindelis apresentam diversas desilusões e desencontros profissionais.

Em ‘Só que não’, Dillo apresenta uma crítica social poderosa em duplo-sentido. Ao usar a sigla SQN do mêmê ‘Só que não’ nas redes sociais e intitular a canção que critica as redes sociais de ‘Só que não’; ele cria um paradoxo interessante. Uma curiosidade, SQN também é um endereço em Brasília… [os comentários estão abertos para outras teorias interessantes].

‘Tempo tido’ abre o disco com uma delicadeza que não tem precedente em qualquer outra parte do álbum. Uma obra que reserva ao ouvinte o prazer de conhecer diversas facetas do personagem Dillo, que vai desde o rock ao bolero em questão de minutos… Vai lá então!

Gravado nos estúdios:
Yebba Daor por Diego Marx em Brasilia DF
Synth Love Gravadora por Joao Donato no Rio de Janeiro RJ
Iconica Studios por Alexandre Bursztyn Los Angeles CA
St Dean Studios por Andrew William Londres UK
Mixado por Diego Marx e Masterizado
por Rodrigo Cobra no Gondwana Studio – Berlim
Produzido por Diego Marx
Co-produção: Dillo
Capa: Daniel Larsan