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Victor Valentim – Música Eletroacústica Candanga

Victor Valentim – Música Eletroacústica Candanga

 

Álbum

2012

Brasília/DF

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Sobre

Primeiro disco do compositor brasiliense Victor Valentim, é uma compilação de seus trabalhos de música eletroacústica compostos entre 2007 e 2011. Lançamento do selo Miniestéreo da Contracultura – MDC 001 – Brasília/DF

Produção Musical: Victor Valentim

Mixagem e Masterização: Victor Valentim no estúdio Miniestéreo do Som

Projeto Gráfico: Victor Valentim

Programação Visual em Processing: Diana Lange

Participação Especial de Zé do Pife na Faixa Autostractus Translucidus

Tiné – Equilibrista

Tiné – Equilibrista

Álbum

2016

Olinda/PE

Baixado 202 vezes!

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Sobre

Equilibrista é o novo disco solo do cantor, músico e compositor Tiné – artista pernambucano, vocalista das bandas Academia da Berlinda e Orquestra Contemporânea de Olinda. O Álbum, lançado em novembro de 2016, é o segundo de sua carreira, iniciada em 2004 com o lançamento de Segura o Cordão. Após 12 anos dedicados ao projetos com suas bandas, sentiu-se a necessidade de conceber um novo trabalho de carreira, no qual pudesse imprimir suas ideias mais particulares.

O conceito da obra é o equilíbrio, e está presente em tudo que envolve seu concebimento, a começar pelo título. O Equilíbrio necessário. Necessário ao artista, ao homem, à natureza, ao universo. O conceito passeia na temática das composições, na forma fazer arte, de criá-la e materializá-la. O Equilíbrio entre o eletrônico e o orgânico, o urbano e o rural, os venenos no corpo e na alma e, é claro, o equilíbrio no amor.

Produzido por Lucas Maia, de novembro de 2015 à setembro de 2016, o álbum se dividiu entre procedimentos caseiros e apoio de equipes e estúdios profissionais, que abraçaram o projeto e contribuíram com ele. A mixagem foi feita por Lucas Maia, Tiné, Fumato Snidefight e Adriano Duprat Lemos. A Masterização, por Pablo Lopes. E à Luiz Ribeiro, coube à ilustração e programação visual do disco.

A lista de participações é bem extensa e conta com os artistas: Maciel Salú, Juliano Holanda, Gilú Amaral, Hugo Gila, Rapha B, Alexandre Urêa, Gabriel Melo, Weré Lima, Tiago Hoover, Sérgio Lima, Henrique Albino, Alex Santana, Junior Soac, Felipe Freitas, Hugo Linns, e Lucas Ferraz. “Tiné Equilibrista” foi lançado virtualmente e disponibilizado para download pelo selo Miniestéreo da Contracultura (miniestereo.org), antes de chegar às lojas no formato físico.

Tiné Equilibrista

Sua tinta (Tiné)

A máquina (Tiné / Luccas Maia / Bruno Lins / Victor Camarote)

Na praia (Tiné / Piero Bianchi)

Faz que vai (Tiné)

Luz (Tiné)

Soneto transgênico (Tiné / Alfredo de Oliveira)

Equilibrista (Tiné / Juliano Holanda)

Guardar Rancor (Tiné)

Abrigo (Tiné / Renata Pedrosa)

Borboleta (Tiné)

Ficha Técnica:

Tiné – Voz, Vocais, Violão, Percussão e Bases eletrônicas

Luccas Maia – Baixo, Guitarra, Teclado e Bases eletrônicas

Maciel Salú – Voz

Alexandre Urêa – Voz

Rapha B – Bateria

Gilú Amaral – Percussão e Bateria

Juliano Holanda – Guitarra

Hugo Linns – Baixo

Thiago Hoover – Guitarra

Thiago Rad – Guitarra

Gabriel Melo – Guitarra

Weré Lima – Cavaquinho

Chiquinho Mombojó – Teclado

Sergio Lima – Piano

Henrique Albino – Clarinete, Sax Barítono e Flauta

Alex Santana – Tuba

Junior Soac – Bases eletrônicas

Hugo Gila – Efeitos

Felipe Fretas de Almeida – Percussões vocais

Lucas Ferraz – Sonoplastia e efeitos

Produção musical – Luccas Maia

Direção musical – Luccas Maia e Tiné

Produção executiva – Tiné e Renata Pedrosa

Mixagem – Luccas Maia, Fumato Snaidefight, Adriano Duprat Lemos e Tiné no Home estúdio de Fumato Snidefight

Masterização – Pablo Lopes no Fábrica Estúdio

Técnicos de gravação – Luccas Maia, Tiné e Junior Soac

Ilustrações e projeto gráfico – Luiz Ribeiro

Gravação:

Bateria – Estúdio 1 e Estúdio Fábrica

Percussão – Estúdio Hammer Records e Home estúdio Tiné

Voz – Estúdio Maruim Records e Home estúdio Tiné

Participações de voz – Home estúdio Tiné

Vocais – Home estúdio Tiné

Violão – Home estúdio Tiné

Baixo – Home estúdio Luccas Maia e Estúdio Fábrica

Guitarra – Home estúdio Luccas Maia, Home estúdio Thiago Hoover, Home estúdio Tiné, Maruim Records

Piano – Home estúdio Tiné

Clarinete, Sax Barítono, Flauta e Tuba – Home estúdio Tiné

Sonoplastia e efeitos – Home estúdio Lucas Ferraz

Bases eletrônicas – Home estúdio Luccas Maia e Hammer Records

Cavaquinho – Home estúdio Luccas Maia

Agradecimentos:

Primeiro a Luccas Maia que abraçou esse projeto e fez a coisa acontecer; agradecer aos parceiros nas composições – Renata Pedrosa, Luccas Maia, Bruno Lins, Victor Camarote, Alfredo de Oliveira, Piero Bianchi e Juliano Holanda; a Lucas Ferraz por sua criatividade nas ambientações sonoras e toda força; o apoio dos estúdios – Fábrica Estúdios, Estúdio 1, Hammer Records e Maruim Records; agradecer a Fumato Snidefight e Adriano Duprat Lemos pela participação fundamental na Mixagem e finalização sonora do disco; a Luiz Ribeiro pela arte, projeto gráfico e parcerias; todos os músicos que participaram com sensibilidade e carinho; agradecer minha família que sempre deu todo apoio na vida e no trabalho; a Renata Pedrosa pelas opiniões na parte musical, pela parceria na musica Abrigo e toda a ajuda na parte executiva; agradecer a Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, João Gilberto, Chico Sience e Nação Zumbi, Nelson Gonçalves, Coco Raízes de Arcoverde, Maestro Caçapa que produziu meu primeiro disco, Academia da Berlinda, Orquestra Contemporânea de Olinda, entre outros, que tanto me influenciaram. Por fim, quero agradecer a todos que vem acompanhando meu trabalho desde 2004 com o primeiro álbum Segura o Cordão e sempre me cobraram esse segundo solo.

TiãoDuá – Radio Mandinga

TiãoDuá – Radio Mandinga

Álbum

2016

Belo Horizonte/MG

Baixado 294 vezes!

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Sobre

Rádio Mandinga, segundo álbum do TiãoDuá, consolida o trio de Juninho Ibituruna, Gustavito e LG Lopes como projeto de destaque na rica cena musical de Minas Gerais.

Com larga quilometragem de circulação nacional e internacional, o TiãoDuá lança em 2016 seu segundo disco de inéditas, produzido de maneira totalmente independente entre Holanda, Inglaterra e Brasil.

O trio possui a marca da coragem e da independência, já tendo realizado quatro turnês pela Europa, com algumas parcerias mas sempre com um alto teor de “faça voce mesmo” e força de vontade. As canções do grupo são construidas neste contexto e falam sobre a visão que os artistas constróem da sociedade a partir da visão de quem está buscando se sustentar da arte numa sociedade cruel. Sempre com muito swingue o trio provoca alvoroço e coloca todos pra dançar por onde passa!

A sonoridade enérgica e cheia de suingue do power trio está mantida no álbum, que apresenta 11 canções originais – algumas das quais já presentes nos shows recentes do grupo.

Com participações especiais que vão do compositor e multi-instrumentista mineiro Felipe José ao renomado produtor e guitarrista inglês Chris Franck, o álbum carrega no DNA o espírito da world music: há canções em inglês, português e espanhol, além de incursões por vários gêneros e estilos. Seja na levada funk / hip hop de “Rádio Favela”, no samba “Mamão com Açúcar” ou na latinidade de “Susana en la Ventanna”, “Rádio Mandinga” surpreende pela liberdade e pelo amadurecimento do trio, que também figura como ponta-de-lança no processo de internacionalização da música feita em Minas Gerais.

Thiakov – Impressões

Thiakov – Impressões

Album

2015

Belo Horizonte/MG

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Sobre

“Se perder pode revelar a glória.”

O compositor Thiakov acaba de criar o seu novo trabalho autoral, o disco Impressões. Concebido e gravado em casa, no seu “quarto-estúdio”, este é o segundo trabalho do compositor que traz um carácter afetivo antes mesmo de ser projeto. As canções vão nos mostrando o universo íntimo do músico, que transita entre a música eletrônica e a acústica. De forma sublime e direta essa alquimia Sonora é capaz de conduzir o ouvinte á um experiência singular pois Impressões é um disco que emana frescor e estranhamento para a cena musical contemporânea. O novo álbum é cheio de recortes, samplers e bricolagens com fragmentos de músicas e sonoridades já existentes na internet. As influências são diversas e vão de compositores eruditos da música eletrônica, como Karlheinz Stockhausen, Jonh Cage até outros populares, como Radiohead e Björk. Outros grupos também compõem a colcha de retalhos que formam a obra do artista. São os Beatles, Mutantes,Young e Crosby Still & Nash. Essa mistura resulta em uma experiência estranhamente familiar. É um trabalho propõe uma novidade estética ao mesmo tempo em que aponta elementos tradicionais. O resultado é uma obra “doméstico-experimental,” como define o músico. O método de expurgação usado pelo artista eleva o nível de espontaneidade do disco que foi criado com toda a liberdade de estar em casa, na cama, sem as preocupações de um estúdio. A música para Thiakov é algo xamãnico e espiritual, um impulso criativo para a urgência da expressão. Daí o título ‘impressões’. O projeto conta com parcerias da compositora Brisa Marques e do MC Matéria Prima, além da participação especial da cantora Leopoldina Azevedo. A arte gráfica quem assina é a artista plástica mineira Rosceli Vita, que se apropriou da mesma proposta técnica usada por Thiakov para compor as imagens, processando pelo computador seus desenhos manuais.

Tatá e Danú – O Leve

 

Tatá e Danú – O Leve

 

 

 

CD

2015

Brasília/DF

 

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Sobre

Tatá e Danú não tinham carreira artística até o lançamento do Leve. Se conheceram por terem interesses acadêmicos parecidos. Um dia foram fazer, juntas, aulas de pandeiro e canto. Nasceu daí uma amizade e uma revolução: passaram a compor em parceria nessas aulas, que, pela alegria e pela imensa quantidade de pessoas que ali circulavam tocando, cantando e batucando, ganharam o apelido de aulafesta. Wilson Bebel, músico da cidade e frequentador da aulafesta, foi quem primeiro entendeu, antes mesmo de Tatá e Danú, que aquela parceria estava dando umas boas frutas – e então resolveu produzir o disco. O Leve nasceu desse encontro extraordinário entre Tatá, Danú e Wilson Bebel.

O disco, que é o primeiro da dupla, foi lançado pela internet em junho de 2015, mês em que tanto Tatá quanto Danú defenderam seus doutorados. Inteiramente gravado, mixado e masterizado na Casa do Som, estúdio-apartamento de Dudu Maia, o disco surpreende pela sua instrumentação de base: o cavaco, a guitarra e o teclado do Grupo Trilogia, banda de jazz formada por Pedro Vasconcellos, Zé Krishna e Misael Silvestre. A variedade de ritmos das faixas também chama a atenção no Leve. Tem samba, choro, valsa, ijexá, maracatu, bossanova, pop. Toda essa diversidade – que fez que com Tatá e Danú chamassem O Leve de um disco de “psycojazz rural” – pode ser ouvida através da internet – no site www.oleve.com.br – ou em serviços de streaming e venda de música digital (Rdio, Spotify, Itunes, etc). Neste site também se pode comprar o disco físico.

O site tem algumas curiosas, como as “separatas”. Você já se pegou tentando separar, assim, na cabeça mesmo, os instrumentos, ou um pedaço de uma música? Pois a galera d’O Leve fez isso pra gente ouvir. Lá é possível ouvir pedaços ou camadas de algumas músicas do disco que foram destacadas para serem curtidas separadamente. Uma das separatas, por exemplo, revela nada mais, nada menos, que um duelo (na verdade, uma dança) entre Márcio Marinho e Pedro Vasconcellos, dois dos maiores cavaquinistas do Brasil. O site traz também comentários técnicos do Dudu Maia sobre as gravações. Vale a pena passar lá.

Renata Weber

Ouvir Online: http://www.oleve.com.br/

Ficha Técnica:

produzido por hágentes no subsolo – tatá weber, danú gontijo e wilson bebel
produção executiva – tatá weber, danú gontijo
concepção e direção musical – wilson bebel
pré-produção – tatá weber, danú gontijo e wilson bebel no estúdio aberto (brasília) com adriano sargaço
arranjos – wilson bebel, com a colaboração do trilogia (misael silvestre, pedro vasconcellos e zé krishna)
gravação, mixagem e masterização – dudu maia, casa do som (brasília)
projeto gráfico – miguel acioli
desenvolvimento do site – rodrigo severo
transcrição e digitalização das partituras – pedro vasconcellos e misael silvestre
fotografia e audiovisual – lena tosta
revisão – mônia silvestrin

gravado na casa do som (brasília) por dudu maia entre 16 de junho e 25 de agosto de 2014

 

Rios Voadores

Rios Voadores

Álbum

2016

Brasília/DF

Baixado 92 vezes!

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Sobre
Influências múltiplas dos anos sessenta e setenta compõem o trabalho autoral desta banda que mistura o rock’n’roll e o blues à descontração tropicalista. O grupo, formado há 5 anos, mostra em seu trabalho composições dos seus integrantes Gaivota Naves (vocal), Marcelo Moura (guitarra), Tarso Jones (teclado), Hélio Miranda (bateria) e Beto Ramos (baixo), com um vocabulário bem variado, abraçando várias referências do rock setentista brasileiro. O grupo esteve em Porto Alegre onde gravou seu primeiro álbum com os renomados produtores do rock nacional, os irmãos Gustavo e Thomas Dreher, responsáveis pelo registro de artistas como Júpiter Maçã, Graforréia Xilarmônica e Bidê ou Balde. A colaboração com os produtores trouxe um resultado mais orgânico para o disco, gravado praticamente ao vivo trazendo a vivência do palco e inclui 11 faixas – 10 composições da banda e de compositores parceiros como Gabriel Magalhães, Guilherme Cobelo e Viviane Yanagui – além de uma releitura da música “Cenouras”, composta por Fredera e gravada originalmente pelo grupo Som Imaginário em 1971.
Músicas:
01 o sumiço (tarso jones)
02 cenouras* (fredera – som imaginário)
03 barnabé itamar produções (tarso jones / marcelo moura / viviane yanagui)
04 praça central (gaivota naves / marcelo moura / tarso jones)
05 calejado (tarso jones)
06 freak lady (guilherme cobelo)
07 a diferença (tarso jones)
08 música do cais (gaivota naves / viviane yanagui)
09 mulheres coloridas (marcelo moura)
10 brasil de ponta-cabeça (gabriel magalhães / gaivota naves)
11 insônia (gabriel magalhães / viviane yanagui)*gentilmente cedida por Edições Musicais Tapajós LTDA / EMI Songs do Brasil LTDA

Rios Voadores

beto ramos – contrabaixo
gaivota naves – vocais
hélio miranda – bateria, vocais
marcelo moura – guitarra, violão, vocais
tarso jones – teclado, violão, vocais

gravado, mixado e masterizado nos estúdios dreher em porto alegre (rs)
produzido por thomas dreher e gustavo dreher

Participações Especiais:

gustavo dreher – sintetizadores em “o sumiço” e “praça central”
sergio galvão – sax tenor, sax barítono, clarineta em “praça central”
leo airplane – acordeon em “praça central”
jhoninha medeiros – tuba em “praça central”

Agradecimentos:

gabriel magalhães, guilherme cobelo, viviane yanagui, wilzy carioca, ariadne naves, carlos silva, fredera (som imaginário), carlos beleza (por esses dois anos de parceria e dedicação com os rios voadores) e todos os nossos familiares e amigos que acreditam no nosso trabalho.

Protofonia

Protofonia

Álbum 2014 Brasília/DF
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Sobre

É um trio de música instrumental, um laboratório, um lugar seguro onde os rótulos podem se despir: uma tela em branco e três pincéis, infinitas cores. O Protofonia está de acordo com tudo o que estiver relacionado a experimentalismo e improvisação: Música Livre!

Formado no auge da seca de Brasília em 2007, André Chayb (guitarra, ukelele, theremin, teclado, ruídos), Janari Coelho (bateria, percussão, paisagens e intervenções sonoras, ruídos) e André Gurgel (baixo, violão, teclado, plásticos, ruídos), todos com vasta experiência no cenário musical do Distrito Federal, trabalham músicas instrumentais autorais com muita influencia do jazz em todas as suas vertentes, blues, rock progressivo, improvisação livre, música erudita contemporânea e eletroacústica. No desenvolvimento de seus temas há sempre espaço para a explosão e o silêncio, criando cores fortes e texturas imprevisíveis que prendem a atenção do público do início ao fim de cada música.

O Protofonia, além da participação em diversos shows e festivais locais, atuou concebendo a trilha sonora do musical Macufagia, releitura de Macunaíma, obra-prima do escritor Mário de Andrade, dirigida pelo diretor uruguaio Hugo Rodas. A experiência abriu o caminho para a incursão do trio na composição de trilhas e sonoplastias, em parceria com grupos de artes cênicas e visuais.

Este primeiro disco reúne composições que começaram a ser gravadas em 2008, quando o grupo se firmou como trio após uma sequencia de várias formações (chegou a ser um quinteto, com duas baterias, duas guitarras e baixo).

As faixas Antropofagia Moderna, Cavalgando a Máquina Flexível, Doce Carne e Jardim de Maytrea foram gravadas no estúdio Octógono em 2008. Em 2009, no estúdio C.L. Áudio, foram registradas Eugênia, Não Conte Nada para sua Irmã, Triturador de Dejetos e No Palco Atrás dos Olhos. Naquele mesmo ano o grupo se desfez. Os integrantes seguiram seus projetos individuais e só voltaram a se reunir em 2012. Novas composições surgiram, mas ainda havia aquele projeto engavetado. Apesar de as faixas ainda soarem bastante cruas e inacabadas, a alta qualidade da captação motivou a continuação do processo. O material foi levado para o estúdio Zimmer-Collen, onde, em dois meses, foram feitos alguns overdubs de solos, inserções de efeitos eletroacústicos, ruídos, flautas, theremin, percussões, mixagem e masterização. O álbum Protofonia foi finalizado em abril de 2013.

Lançamento Original em CD por Editio Princeps/RJ, Masque/RJ e Marquee(RJ/Japan), lançamento virtual por  Miniestéreo da Contracultura – MDC 008 – Brasília/DF – Dez/2013.

OZ & ÀTTØØXXÁ – BLVCKBVNG

OZ & ÀTTØØXXÁ – BLVCKBVNG

Álbum

2016

Salvador/BA

Baixado 305 vezes!

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Mais um passo no novo caminho que a música baiana vem trilhando. O disco BLVCKBVNG é fruto da união entre o músico OZ e as produções do ÀTTØØXXÁ, projeto encabeçado pelo Rafa Dias. Encharcando de referências eletrônicas o pagodão feito nas ruas da Bahia, a dupla fez uma seleção de dez sons suingados pra caralho e vão te fazer sentir no quadril o significado da gíria local “meter dança”.

“No primeiro semestre desse ano, lancei o disco do ÀTTØØXXÁ, que traz uma música com OZ (‘Desce’), e esse som foi o start de BLVCKBVNG. Assim que começamos a trabalhar essa música, já pensei que era o momento de retribuir tudo que OZ já tinha feito por mim, até porque já tínhamos muitas ideias a explorar”, revela Rafa. Os caras se conheceram quando OZ foi convidado a gravar as percussões da Braunation, projeto que Rafa Dias mantinha com o também produtor Mahal Pita. Todos eles integram hoje o #B_T_PGDÃO, o coletivo que tem criado um novo momento para o pagodão na Bahia, tanto musicalmente quanto na forma de trabalhar, levando-o ao circuito das pistas de dança e flertando com a estética futurista da bass culture.

Compositor de hits como “Tchubirabirom“, do Parangolé, e “Batida de Rua“, do Harmonia do Samba, OZ já tem uma caminhada de responsa no pagode e apresenta em BLVCKBVNG seu primeiro registro solo. “Tenho uma família muito ligada à música. Me interessei pela percussão e toquei em balés folclóricos, bandas de forró e grupos de pagode como Oz Bambaz e Leva Noiz. A partir daí, comecei a dar os primeiros passos como compositor e hoje também faço parte do Pagodart e Viola de Marujo.”

A suingueira come solta durante o disco todo, seja mostrando a polpa da bunda em “£LV$ GØ$T∂M” ou dançando juntinho em “D∑S£JØ P∑R¡GØSØ”. Durante esses e outros sons de BLVCKBVNG, você encontra elementos de diversas vertentes da música eletrônica e percussiva, mas o que permeia todo o trampo mesmo é o pagode que impera nas ruas baianas, com toda sua malícia e gingado. “Esse disco tá muito claro pra nós como pagodão. É o pagodão por outra ótica. Sempre tivemos essas ‘viradas de página’ no gênero, do É o Tchan pro Harmonia do Samba, do Harmonia pro Psirico, do Psi pro Parangolé, pro Fantasmão… Todas essas bandas viraram uma página, são relevantes nessa história e acredito que estamos nesse novo capítulo que está por vir. Tudo com muito respeito, diálogo e verdade.”, finaliza Rafa.

Por Fernando Gomes, Revista Noisey

#OZ_ÀTTØØXXÁ #OZ #ÀTTØØXXÁÉFODAPORRA #KNALHA #CHORACHIBATINHA #PAGODÃO #BOTAPAGODÃO #PEGAVISÃO

Orquestra Abstrata – Seven

Orquestra Abstrata – Seven

 

Álbum

2014

Goiania/GO

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O álbum Seven capturou o grupo no momento em que transitavam de um power trio de rock’n’roll cru para a experimentação com outros gêneros musicais. Scramble Pie abre o disco, com a voz robótica de Cabral, – o vocalista-gnomo-invisível da banda – anunciando que a proposta do grupo é cozinhar um torta com um embaralhar de estilos musicais. Releitura dos temas dançantes de pós-punk regados a ácido dos anos 80, a música já surpreende o ouvinte que esperava o rock típico da cena roqueira em que o grupo convivia e havia sido formado no início dos anos 2000, sem deixar de lado o peso do rock’n’roll.

Sem negar essas origens roqueiras e sem firulas, o grupo manteve no álbum as músicas Vespen, Huckleberry Finn e Forks From Hell.  Todas compostas nos anos anteriores – de presença constante de shows  em bares  e festivais de rock -, as músicas ganharam nova formatação, escapando da expectativa normalmente criada sobre bandas instrumentais, cheias de demonstrações de virtuosismo enfadonho. A divertida Vespen, com sua estrutura fragmentada e surpreendente, lembra o lado B do Abbey Road, dos Beatles tocado por uma banda de garagem. Huckleberry Finn começa com uma introdução dedilhada na viola caipira, abruptamente rompida para ceder lugar à guitarra distorcida.  Referência ao personagem clássico de Mark Twain, a música evoca o tema do “roceiro” (a cidade onde a banda nasceu é Goiânia) em busca pela construção de uma identidade dentro do valores impostos pela civilização.

A representação do som ao vivo jazzístico da banda foi deixada para Letters – sempre um dos pontos altos do show -, e gravada em apenas um take no estúdio, no intuito de captar essa essência improvisadora do grupo. Ainda que essa ideia não tenha obtido pleno sucesso (os shows era bem superiores) deixa registrada o encontro entre os jovens Aderson Maia e Eduardo Kolody com o já experiente bateirista Rogério Pafa (Mandatory Suicide, Umbando) num fusion digno dos encontros entre os músicos de rock e jazz dos anos 1970.

Para um debut com a duração de um baseado, não poderiam faltar momentos densamente psicodélicos, até mesmo desconexos para um leigo em contracultura brasileira. Esses picos de onda ficaram com a surrealista e caricata A incrível bicileta do Dr. Hoffman não desapareceu (em homenagem ao cientista Albert Hoffman), que incorpora a pegada de samba-rock da Tropicália, com o sample de Tour de France, do Kraftwerk; e com  E agora?,  música  que depois de envolver o ouvinte com um mantra funkeado digno do Krautrock do Can, repleto de guitarras desconcertantes, encerra o álbum deixando a expectativa por algo mais.

Destaque para o encarte bastante criativo do álbum, feito para ser possível trocar o desenho de capa. São sete lâminas soltas contidas junto ao CD, cada uma com a frente preenchida por um desenho representado uma das músicas, todos feitos em estilos diferentes e contendo alguma informação sobre o álbum, transmitindo o espírito de fragmentação formado pelo grupo.

Ficha Técnica:

Produzido, mixado e masterizado pela Orquestra Abstrata (Eduardo Kolody, Rogério Pafa e Aderson Maia) no Loop Estúdio, em 2007. Todas as músicas compostas por Aderson Maia e Eduardo Kolody

Nando Goulart – O Polvo Opositor

Nando Goulart – O Polvo Opositor

Álbum

2017

Belo Horizonte/MG

Baixado 76 vezes!

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Rock paradoxal ou tropical noise. É assim que Nando Goulart descreve o seu primeiro disco solo “O Polvo Opositor”, com lançado digitalmente no fim de dezembro de 2016, sendo o lançamento oficial marcado para 2017.

O disco contem 12 composições, sendo 11 de autoria do artista e uma parceria misturando estilos musicais que vão do rock clássico, afrobeat, grunge, progressivo, folk e MPB. A proposta é essencialmente contraditória, que funde conceitos historicamente insolúveis, como o hippie e o punk, o psicodélico e o grunge, o campo e a cidade, a ciência e a arte.

Produzido e gravado por Thiakov nos estúdios da Alcova Libertina, durante três anos, a obra conta com muitos músicos da cena atual belo Horizontina. O disco contém arranjos de Thiakov e Henrique Staino e dispõe de uma timbragem peculiar desenvolvida por Nando e Thiakov, como a enxarra (guitarra + enxada) ou motarra (motor + guitarra), dando ao disco um sabor espacialmente explícito.


Músicas

1 – 1953 (5:06)
2 – Caiu quebrou (4:27)
3 – Dente-de-leão (3:56)
4 – Segunda sun (4:14)
5 – Recado (2:40)
6 – Preguiçosa luz de inverno (5:26)
7 – Avoid (5:27)
8 – Dark green squirrel (3:27)
9 – Mergulho (3:23)
10 – Not a gril (I need a woman) (3:50)
11 – Aço (4:02)
12 – Sem açúcar (3:26)

Todas músicas por Nando Goulart, exceto Mergulho por Nando Goulart e Thiakov

Ficha técnica

Produzido e gravado por Thiakov
Co-produção e direção de arte: Nando Goulart
Mixado e masterizado por: Ygor Rajão
Arranjos por Thiakov exceto Caiu-Quebrou por Henrique Staino
Gravado e produzido nos Estúdios da Alcova Libertina e na casa da Tia Ana
Projeto gráfico: Humberto Mundim
Capa/contra-capa: Felipe Andrade e Humberto Mundim
Logo: João Marcelo Ribeiro
Foto da capa: Renato Sarieddine
Sujona Records e Miniestéreo da Contracultura, 2017

1 -1953
Yuri Vellasco: bateria Thiakov: baixo, guitarra solo, piano; Nando Goulart: Voz, guitarra e violão

2 – Caiu quebrou
Ivan Mortimer: guitarra solo; Ygor Rajão: trumpete; Lucas Completo: sax barítono, João Machalla: trombone; Henrique Staino: sax; P.G. Rocha: congas; Yuri Vellasco: derbak, pandeirão; Thiakov: baixo, guitarra solo, piano; Nando Goulart: Voz, guitarra e violão

3 – Dente-de-leão
Ygor Rajão: trompete; Lucas Completo: sax barítono, João Machalla: trombone; Henrique Staino: sax e flauta; P.G. Rocha: percussões; Yuri Vellasco: bateria Thiakov: baixo, guitarra solo, piano; Nando Goulart: Vox, guitarra e violão

4 – Segunda sun
Ygor Rajão: trompete; Lucas Completo: sax barítono, João Machalla: trombone; Henrique Staino: sax e flauta; P.G. Rocha: percussão; Yuri Vellasco: bateria Thiakov: baixo, guitarra solo, piano; Nando Goulart: Vox, guitarra e violão

5 – Recado
Felipe José: Cello; Yuri Vellasco: moringa, pandeirão; Thiakov: baixo, piano; Nando Goulart: Voz, guitarra e enxada

6 – Preguiçosa luz de inverno
Yuri Vellasco: bateria, Thiakov: baixo, teclado, glock; Nando Goulart: Voz, guitarras e violão

7 – Avoid
Yuri Vellasco: bateria, Thiakov: baixo Nando Goulart: Voz, guitarras, violão, efeitos

8 – Dark green squirrel
Yuri Vellasco: bateria, Thiakov: baixo Nando Goulart: Voz, guitarras

9 – Mergulho
Luis Gabriel Lopes: Voz; Luiza Brina: congas; Thiakov: percussão e baixo

10 – Not a girl
Guto Borges: banjo; Ivan Mortimer: guitarra solo; Thiakov: baixo e bateria, Nando: violão e voz

11 – Aço
Yuri Vellasco: bateria, Thiakov: baixo Nando Goulart: Voz, guitarras

12 – Sem açúcar
Nando Goulart: piano e voz

Mool & Fuzz – Vol. 1

 

Mool & Fuzz – Vol. 1

 

 

 

CD

2015

Campo Grande/MS

 

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Sobre

O primeiro álbum do Mool & Fuzz é também o primeiro vôo livre de Téveri Lopes, pilotando grooves certeiros com baixos saturados, teclados espaciais e outros timbres retrôs. É uma viagem suave e plena de instrumental brazuca, funkeado com toda a melidragem de um arranjador que logo na estreia mostra que é capaz de demonstrar que haverá milhagem de Mool & Fuzz no som da sua casa.

Mersault e a Máquina de Escrever – Passagem

Mersault e a Máquina de Escrever – Passagem

 

Álbum

2014

Goiânia/GO

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Sobre

 

 

Um grupo de arqueólogos que achou uma máquina de fazer músicas.A máquina era especial porque trazia sons da quinta dimensão. Ainda não se sabe se tais sons transmitem sentido, mas parecem exprimir o inefável.Formado nos idos de 2000, com uma proposta diferente das bandas vigentes no cenário underground goianiense, Mersault e Máquina de Escrever mantém sua originalidade e espontaneidade presente em suas músicas. O próprio nome é derivado do personagem principal de O Estrangeiro, romance do escritor e filósofo Albert Camus. A banda vai além das guitarras, traz em suas melodias os paradoxos e toda uma confusão proposital presente nas letras.

Ficha Técnica:

Macloys Aquino: Voz, guitarra base

Maurício Pimentel: Guitarra solo, teclados, cavaco

Vander Veget: Contrabaixo, acordeon diatônico, voz

Rogério Watanabe: Bateria

Salma Jordana: Voz em “Fluidez” e “Rua do Lago”

Rogério Pafa: Voz em “Pombos Never”

Eduardo Kolody: Guitarra com arco em “A enxada”

Produzido, mixado e masterizado pela Orquestra Abstrata (Eduardo Kolody e Rogério Pafa) no Loop Estúdio em 2008/2009.

Relançamento do Miniestéreo da Contracultura – MDC 010 – Brasília/DF – fev/2014

Marcos Braccini – Wiara

Marcos Braccini – Wiara

CD

2016

Belo Horizonte/MG

Baixado 114 vezes!

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Sobre

O álbum Wiara representa um bem sucedido experimento de usar a canção e o canto como fios condutores de um trabalho de musica de câmara contemporânea. E o resultado é instigante, uma ponte entre dois mundos que deveriam interagir com mais assiduidade.

Marcos Braccini pode fazer essa incursão na composição instrumental, promovendo a ligação com o universo popular, tendo por base sua própria história e vivências de compositor, arranjador e produtor musical. Graduado em Composição pela Escola de Música da UFMG, também estudou na Fundação de Educação Artística, em Belo Horizonte. Produziu discos e participou de diferentes projetos dedicados à música contemporânea de concerto, à música popular brasileira e ao rock ‘n’ roll, além de compor trilhas para a televisão e rádio. Também tem trabalhos de literatura e poesia.

Essa multiplicidade está presente no álbum Wiara e dá unidade aos experimentos diversos, especialmente à pesquisa para escrita de cordas. São propostas que representam desafios e novas sensações para quem quiser penetrar no denso universo de sons, harmonias e dissonâncias, versos e arranjos, melodias e lamentos.

Este trabalho é ao mesmo tempo origem e, agora, complemento do caminho percorrido por Marcos Braccini em dez anos de estudos e pesquisas, cujos resultados já apareceram em seu álbum de música brasileira Noturno. Wiara representa a semente dessa trajetória, as primeiras experiências que levaram à síntese dos dois álbuns, diversos na aparência, mas unidos em sua essência e significado.

Do assovio ao canto, do solo ao sexteto de cordas, Wiara descortina possibilidades e apresenta a evolução do artista que se posiciona sem preconceitos e sem limitação em sua arte e em seus horizontes.

Gravado ao vivo, em sua maior parte, Wiara é um convite à ousadia e ao mesmo tempo um tributo à música, que não pode ser contida em definições, limites ou preconceitos, mas que representa o prazer de se abrir às sensações e á magia dos sons.

Com Wiara, tal como já fez com Noturno, Marcos Braccini afirma seu universo sonoro amplo e múltiplo, construído com o afinco de um artesão e a sensibilidade de um artista consciente de seu ofício.

Marcos Braccini – Noturno

Marcos Braccini – Noturno

 

Álbum

2014

Belo Horizonte/MG

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Sobre

Eis aí um trabalho que lembra uma nave espacial chegada de volta a um planeta triste, como a devolver-lhe retalhos de um tempo de sua história autêntica, plena de um lirismo perdido, engolido pela mediocridade desagregadora em decadentes e progressivos naufrágios, diluindo gradativamente seu colorido humano, poético e agregador que construía uma cultura e identidade de um povo rico e esbanjador de beleza.
O jovem Marcos Braccini, que além de escolado músico e amante do atavismo musical brasileiro, com este trabalho reúne as formas da música popular brasileira mais rica, descendo às profundezas de suas origens melódicas, harmônicas e rítmicas, com a ajuda da elaboração dos arranjos entremeados de erudição na medida comedida, sem extrapolar a periferia das canções, alcançando a grandeza transcendental de nosso lirismo poético, e consegue trazer, na companhia de seus parceiros poetas, em incrível sintonia, um trabalho ímpar para os dias de hoje.
Parece que uma nave pilotada por Villa-Lobos tendo Tom Jobim, Vinicius, Pixinguinha, Noel, Orestes Barbosa e outros como comissários de bordo andou pousando em Belo Horizonte e desembarcando seus discípulos Marcos Braccini, seus parceiros e o arranjador Rafael Martini, com a missão de recompor os caminhos verdadeiros de nossa música. Missão praticamente impossível, mas que os ventos das transformações possam levar este belo trabalho aos ouvidos de nossa gente, servindo de exemplo para os novos talentos brasileiros retomarem o verdadeiro universo de nossa cultura.

É um trabalho a ser aplaudido de pé.

Sérgio Ricardo, 10/12/2013

NOTURNO
Produzido por Marcos Braccini e Rafael Martini
Direção Musical de Rafael Martini e Marcos Braccini
Direção Artística de Marcos Braccini e Rafael Martini
Arte e Projeto Gráfico de Daniel Cavalcanti

Luiz Gabriel Lopes – Passando Portas

Luiz Gabriel Lopes – Passando Portas

 

Album

2013

Belo Horizonte/MG

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Sobre

Entre maio e agosto de 2010 estive vivendo em Lisboa e compus as músicas que integram esse disco. Tudo foi gravado em tempo recorde com dois microfones e muita boa vontade pelo Sérgio Miranda, que também fez a mistura e masterizou. As percussas foram feitas pelo Junim Ibituruna e pelo Yuri Vellasco, sendo que o Junim tocou a batera em “Durante o futebol, notícias numa fita”. A faixa “O papa, o cão, a alfama” tem ainda João Pires na guitarra solo, Donatello Nuvolari no acordeão, Francesco Nuvolari no baixo acústico e Pedro Paz nos vocais, além de uns espanhóis desconhecidos amigos do Sérgio no coro. A faixa “Night jamming with brazilian portuguese and dutch friends” foi gravada num parque em Harleem, na Holanda, e é um tema cujo autor desconheço. O “Samba pra BH” é uma canção do Gustavo Amaral, as outras músicas são minhas.

Ficha Técnica: 

produção musical: luiz gabriel lopes e sérgio miranda
gravado e mixado por sérgio miranda, em julho de 2010, em lisboa, portugal.
todas as músicas são de autoria do luiz gabriel lopes, exceto o samba pra bh, que é do gustavo amaral.

LG Lopes – O Fazedor de Rios

LG Lopes – O Fazedor de Rios

Álbum

2015

Belo Horizonte/MG

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Sobre

LG é amor, e “O Fazedor De Rios” é fruto disso, e mais. A música que dá nome e inicia o disco foi concebida baseada em um capítulo do romance “Terra Sonâmbula”, de Mia Couto, a que Luiz, em parceria com Luiza Brina e César Lacerda, homenageou belissimamente. Daí se inicia fabuloso o disco do rapaz de talento. A canção de abertura é apenas uma das cinco parcerias que fazem parte de uma seleção carinhosa dentre as 12 músicas que compõem o álbum.

O disco, aliás, é o segundo da carreira solo de Luiz, que já conta com o belo “Passando Portas” em sua mochila, um registro quase todo voz-e-violão, proposta artesanal, lançado lá pelos idos de 2010. Além de “Passando Portas”, Luiz Gabriel também divide bagagens musicais, como com os queridos do Graveola, bandinha mais famosa e antiga de Luiz, grupo em que o artista toca guitarra e é vocalista, assim como carrega também parcerias junto a TiãoDuá, trio poderoso que integra como vocalista e violonista. Juntos, todos os trabalhos somam quase 10 discos/EPs, que ternamente se refletem no rio de amor que LG faz de seu segundo trabalho solo.

Ao contrário do formato simples e intimista do álbum anterior, “O Fazedor De Rios” é uma peça agudamente diferente.  As canções que compõem o novo álbum são resultado de um trajeto de peneira e labuta entre os anos de 2012 e 2015, quando entrou com um projeto de financiamento coletivo do álbum no catarse.

Igapó de Almas – A

 

Igapó de Almas – A

 

 

 

CD

2015

Natal/RN

 

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Sobre

O álbum “A” começou a ser gravado em 2011 pelos músicos Walter Nazário e Pedras Leão, no início não  havia a pretensão de formar uma banda e o Igapó de Almas constituía-se como um laboratório de criação  dos músicos. Feito pouco a pouco, respeitando as mutações do tempo, o álbum foi ganhando corpo entre músicas instrumentais e canções compostas por Pedras que ganharam a interpretação de artistas como Isaar França, Laya Lopes,Olivia Fancello, Clareana Graebner e Almério. Unindo música instrumental, canção e poesia, o “A” é um inventário musical de misturas entre as sonoridades da floresta amazônica, do nordeste brasileiro e do mundo urbano. Sem perder a brasilidade e sem deixar de ser universal, realizado de maneira independente, em home studios improvisados, as 12 faixas do álbum são parte do mosaico sempre em construção que é o Igapó de Almas

Hugo dos Santos

Hugo dos Santos

Álbum

2016

Teresina/PI

Baixado 126 vezes!

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Sobre

O músico, compositor Hugo dos Santos em 2011 lançou o EP: Trinco-Até outro dia; e EP Guardia Nova- Quando chegar. Em 2012 lança o EP Trincado-todos os santos, disco feito em parceria com o músico, produtor Ravel Rodrigues. Em 2014 Hugo dos santos começa a gravação do seu primeiro disco solo, álbum que contou com a contribuição da banda instrumental Burro Morto. O disco foi gravado e mixado no estúdio Mutuca (PB), masterizado na Reco-Master (SP) e tem produção de Haley Guimarães. Disco foi lançado em outubro de 2016.

Produção: Haley Guimarães
Arte: Hudson Melo
Arte Gráfica: Cavalcante Veras
Gravação e mixagem: Estúdio Mutuca – PB
Masterizado por: Reco Master – SP

Gustavo Galo – Sol

Gustavo Galo – Sol

Álbum

2016

São Paulo/SP

Baixado 72 vezes!

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Sobre

Em 2016, dois anos depois do lançamento de ASA, Gustavo Galo lança seu segundo disco solo, SOL, sob efeito de algumas experiências como intérprete em “Waly Salomão – Poesia Total” e à frente da Trupe Chá de Boldo, banda da qual faz parte há dez anos. Somado a tais experiências, parte do repertório inicial de SOL, produzido por Gustavo Ruiz, foi animado pela temporada de shows acompanhado somente do violão. As viagens pelo Rio de Janeiro, interior de Minas Gerais e Goiás, serviram para Galo apresentar o seu trabalho de modo direto, desejo explicitado pelos versos de “pra te tocar”, parceria com Marcelo Segreto (Filarmônica de Pasargada): “…eu toco essa canção pra você/ você se tocar/ e se ela toca você/ ao vivo eu vou te cantar…”. Assim que retornou dos shows, o artista convidou Pedro Gongon (bateria: Trupe Chá de Boldo, Juliana Perdigão) e Tomás Oliveira (baixo, synths, piano: Mustache e os Apaches) para se unirem a Gustavo Ruiz (guitarras) e Otávio Carvalho, responsável pela gravação no Submarino Fantástico.

Apesar de um disco autoral, produzido e arranjado totalmente no estúdio, nas sessões de arranjos e gravação, Ruiz preocupou-se em não diminuir o som da banda. Em algumas faixas, amigos como Lucinha Turnbull (responsável pelo arranjo vocal de 3 faixas), Luiz Chagas, Sérgio Sayeg, Juliana Perdigão, Pedro Morais, juntaram-se ao trio, amplificando ainda mais as criações de Galo. Além das canções próprias, algumas em parceria com Iara Renó, Gustavo Cabelo, Júlia Rocha, em SOL, há versões de para criações de Lira, Luís Capucho e “Salto no Escuro”, obra de Jorge Mautner, considerado por Galo um dos artistas que marcaram a invenção deste segundo disco. Agora, portanto, é só dar o salto. E nesta hora em que ainda é noite, curtir o SOL, na voz do Galo.

Ficha técnica

1. até de manhã (gustavo galo)
bateria e percussões: pedro gongon
baixo: gustavo ruiz
guitarras: gustavo ruiz
rhodes: tomás oliveira
voz: gustavo galo

2. tenra terra (iara renó, gustavo cabelo, gustavo galo)
bateria e percussões: pedro gongon
baixo: gustavo ruiz
guitarras: sergio sayeg
rhodes: tomás oliveira
voz: gustavo galo

3. um barato (gustavo galo, júlia rocha)
bateria e percussões: pedro gongon
baixo: tomás oliveira
guitarras: gustavo ruiz
rhodes: tomás oliveira
voz: gustavo galo
vocais: lucinha turnbull

4. pra te tocar (gustavo galo, marcelo segreto)
bateria e percussões: pedro gongon
baixo: tomás oliveira
guitarras: sergio sayeg
rhodes: tomás oliveira
voz: gustavo galo
vocais: juliana perdigão e pedro morais

5. que mal tem? (gustavo galo)
bateria e percussões: pedro gongon
baixo: tomás oliveira
guitarras: gustavo ruiz
piano e synth: tomás oliveira
voz: gustavo galo
vocais: lucinha turnbull

6. grafitesão (gustavo galo)
bateria e percussões: pedro gongon
baixo: tomás oliveira
guitarras: gustavo ruiz
piano: tomás oliveira
voz: gustavo galo
vocais: lucinha turnbull

7. ah se não fosse o amor (lira, dan maia)
bateria e percussões: pedro gongon
baixo: gustavo ruiz
guitarras: luiz chagas
rhodes e synth: tomás oliveira
voz: gustavo galo

8. para pegar (luís capucho)
bateria e percussões: pedro gongon
baixo e piano: tomás oliveira
guitarras: luiz chagas
violão: gustavo ruiz
synths: quincas moreira
vozes: gustavo galo e júlia rocha

09. salto no escuro (jorge mautner, nelson jacobina)
voz e violão: gustavo galo
guitarra: gustavo ruiz

10. um sol (gustavo galo)
voz e guitarra: gustavo galo

Gustavito e a Bicicleta – Quilombo Oriental

 

Gustavito e a Bicicleta – Quilombo Oriental

 

 

 

CD

2015

Belo Horizonte/MG

 

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Sobre

O disco “Quilombo Oriental” traz em sua essência uma forte ligação com o bloco de carnaval “Pena de Pavão de Krishna”, com referência às culturas afro-brasileira e indiana, e ao movimento cultural, social e político que vem transformando o carnaval de rua de Belo Horizonte.

O disco traz uma sonoridade bastante brasileira e solar, com canções conectadas a uma atmosfera de cores vivas e ritmos alegres, que pulsam nos arranjos executados com desenvoltura pelos talentosos músicos da banda “A Bicicleta”, que acompanha o compositor Gustavito há quatro anos. A banda é formada pelos jovens músicos da capital mineira Yuri Vellasco (bateria), Pablo Passini (guitarra), Felipe José (contrabaixo) e Christiano de Souza (percussão). Tendo como traço marcante o processo de produção colaborativa, “Quilombo Oriental” foi parcialmente gravado no estúdio “Casa Azul”, um importante coletivo que reúne diversos artistas independentes de Belo Horizonte. As bases instrumentais foram gravadas ao vivo, no estúdio “Camarada”, em parceria com o músico e engenheiro de som Kiko Klaus, conferindo ao disco uma sonoridade orgânica e natural. A essas bases somam-se as vozes das cantoras Luana Aires, Irene Bertachini e Deh Mussolini, em arranjos inovadores que prometem surpreender o público. Além dos oito músicos de “A Bicicleta”, os shows de lançamento contarão ainda com a participação especial da clarinetista Joana Queiroz (RJ), que também participa da gravação de algumas faixas do disco.

As 11 faixas de “Quilombo Oriental” remetem ao processo de transformação pessoal pelo qual vem passando o compositor Gustavito, em sintonia com o tempo e a cidade, marcada pelo carnaval de rua e pela afro-brasilidade, mesclada a uma intenção de busca espiritual. Essa marca foi naturalmente agregada ao trabalho do artista a partir da manifestação do bloco “Pena de Pavão de Krishna”, onde o compositor atua como cantor e violonista, conduzindo melodicamente a celebração de mantras eclássicos da MPB em ritmo de Ijexá. O álbum “Quilombo Oriental” expressa a resistência da cultura popular associada à espiritualidade expandida: a flor de lótus do tambor.

Gustavito – Só o amor constrói

Gustavito – Só o amor constrói

 

Album

2013

Belo Horizonte/MG

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Sobre
 

O disco “Só o Amor Constrói” é fruto de grande expectativa por parte do próprio compositor, que vem durante anos maturando a idéia de registrar em um álbum suas canções buscando uma forma autêntica para sua sede de expressão. O processo foi iniciado na Casa Azul em Dezembro de 2011. Gustavo se tranca no estúdio durante 2 semanas e grava o que seria a estrutura da maior parte das músicas do disco, com contra-baixo acústico e elétrico, guitarra, cuatro venezuelano, marimbas, harmônio indiano, vozes e alguma experimentação, além do violão, é claro, estruturador fundamental de todas as composições e arranjos, com exceção de “O Rio Corta o Papel”, faixa produzida em parceria com os artistas Rodrigo Lana e Irene Bertachini. Nos meses posteriores, até março de 2012, foram sendo incrementados os arranjos até chegarem na forma final. A parte percussiva do disco ficou a encargo de Yuri Vellásco (Graveola e o Lixo Polifônico) e Christiano de Souza (O Liquidificador §e Urucum na Cara) em arranjos construídos espontaneamente em parceria com o próprio compositor. Outras importantes participações vieram a abrilhantar os arranjos: Luiz Gabriel Lopes, Rafael Martini, Alexandre Andres, Gabi Rodriguez, Luana Aires, Rodrigo Lana e Irene Bertachini.

As letras são grandes: Gustavito tem muito o que falar. A sonoridade é sempre viva, colorida, quente. Muita brasilidade!
O show de estreia de Gustavito com sua nova banda no Festival Palavra Som, em Belo Horizonte foi um sucesso. No dia 2 de Junho, foi lançado o primeiro clipe de Gustavito, produzido pelo Laboratório Filmes: “Nina”, em um show na sala Juvenal Dias no Palácio das Artes.

O show de lançamento do CD ocorreu no dia 5 de Julho no Teatro da Biblioteca em Belo Horizonte.
O disco “Só o Amor Constrói” ficou entre os 100 melhores discos de 2012, na 43 posição, de acordo com o renomado blog Embrulhador, sendo que a faixa 1 “Juriti” saiu como a 25 melhor música do ano.
No dia 27/03/2013 aconteceu o lançamento do disco “Só o Amor Constrói” no Rio de Janeiro, no Teatro Sergio Porto, tendo proporcionado uma boa visibilidade para o trabalho do compositor. Relançamento do Miniestéreo da Contracultura (MDC 008 ) – Brasília/DF – nov/2013

Duo Alvenaria – Assentando o Reboco

Duo Alvenaria – Assentando o Reboco

Álbum

2017

Brasília/DF

Baixado 2 vezes!

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Sobre

Duo Alvenaria é Ely Janoville (Pífano, Flautas, Violão) e Mariano Toniatti (Pandeiro e Percussões)

Faixas:

1. Azul Borboleta (0:00)
2. São Judas Tadeu (3:47)
3. Queridos Mestres (ft. Zé do Pife & Carlos Pial) (6:17)
4. Reencontros (11:08)
5. Arapuã (15:13)
6. Acorda Maria Bonita / Se eu Soubesse (ft. Nanãn Matos, Felipe Fiuza & André Costa) (19:20)
7. Confluência (ft. Gabi Guedes) (23:30)
8. Pra Gente se Encontrar (ft. João Oswald) (28:51)
9. Machadinha / Peixinhos do Mar (33:27)
10. Jandaias (35:38)

* Todas as composições por Ely Janoville e Mariano Toniatti, exceto as faixas 6 e 9, que são de Domínio Público

Sobre o disco:

O disco Duo Alvenaria – Assentando o Reboco é o resultado de um trabalho de anos, no qual o Duo teve a felicidade de contar com uma equipe de peso, tanto em sua produção quanto em sua concepção musical e suas participações. É um passo a frente do EP Tijolo Cru , e graças a todo o aprendizado que estes quatro anos de carreira proporcionaram. Novos conceitos, instrumentações, timbres, contando com duas faixas de domínio público revisitadas e oito novas autorais, passeando por todo o discurso sonoro que já estava presente nas composições anteriores, porém mais conectado a novos ciclos da dupla e seus contextos.

Ficha Técnica:

Produção Musical de Victor Valentim, Dudu Maia e Duo Alvenaria.
Captado e Masterizado por Dudu Maia na Casa do Som.
Mixado por Pedja Babic em Paris.
Arte: Heron Prado e Rodrigo Koshino

Este disco é brindado com as participações especiais de Mestre Zé do Pífe, Carlos Pial, Nãnan Matos, André Costa, Felipe Fiúza, João “Chico” Oswald e Mestre Gabi Guedes (Orquestra Rumpillez).

Sobre o Duo Alvenaria:

Alvenaria: é através da argamassa, uma junção de peças únicas, formando a construção. A proposta do Duo Alvenaria é traçar trajetórias, fusões, construções e desconstruções inovadoras, através de elementos fortes do imaginário musical brasileiro. Seu principal ponto de partida é a música nordestina, e sua imensidão de origens e trocas. Esta formação bebe tanto das fontes tradicionais quanto das não tradicionais, cultura popular, moderna e cosmopolita.

Nascido em Brasília, cujos traços culturais se movimentam em constante formação (e composta por todas as partes do Brasil), o Duo possui como caminho estético e ideológico, ao mesmo tempo, uma ressignificação que reverencie sempre a música brasileira, traduzindo uma tendência natural e orgânica de seu processo criativo. Dispondo de um repertório em sua maioria autoral, este Duo conduz seu público a uma experiência explosiva, dançante e impressionante de uma música instrumental desmistificada, sem que por isso perca seu refinamento e virtuosismo.

Seu trabalho autoral: tanto o material de seu primeiro EP, quanto seu primeiro CD Duo Alvenaria Assentando o Reboco, além de outras novas criações. No que diz respeito a arranjos, todos estão alinhados à sua identidade e discurso sonoro; de clássicos no pífano e no pandeiro trazidos como protagonistas, a fusões de latin jazz com ritmos afro-brasileiros e afro-latinos; assim como conversas inusitadas entre ritmos nordestinos (côcos, frevos, bois, cirandas etc.) com a dinamicidade natural de improvisações e momentos, sem contar com a visita a outros ritmos (ritmos árabes; medievais; ritmos de batidas eletrônica tocados de modo orgânico etc.) e instrumentações (violão, viola caipira, tumbadoras, percuteria, etc).O resultado das composições leva o público à catarse.

O Duo Alvenaria possui como inovador o paradoxo de ser uma pequena formação, por si só simples e crua, que mesmo assim preenche a paisagem sonora, fazendo com que nada falte. Outro diferencial é a maneira com a qual a fusão musical se dá: é notável que o discurso tradicional não se perde, mesmo nas fusões mais extremas pois o processo criativo passa por quantas destilações estéticas forem necessárias para que se atinja uma música coesa e com “cara própria”.

Projeto Financiado pelo FAC – Fundo de Apoio a Cultura do DF – Secretaria de Cultura do Distrito Federal

Miniestéreo da Contracultura – 2017

Casa do Som – 2017

Dom Casamata e a Comunidade – Dom Casamata

Dom Casamata e a Comunidade – Dom Casamata

Álbum

2015

Goiânia/GO

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Sobre

“Optamos pela mídia analógica, com 180 gramas, é mais pesado e de maior qualidade para absorver toda naturalidade captação, com a banda gravando ao vivo em fita de rolo, à moda antiga, ou seja, todos os instrumentos tocando juntos. O som fica mais puro, mais genuíno, orgânico e com uma sonoridade mais crua”, conta Zé Junqueira, baterista.

Quem assina a direção artística da capa é o artista goiano Wendell Reis, que integra mais 5 pôsters com obras da polonesa Joana Mardquard, e outros quatro goianos, Kboco, Luis Antena, Marcelo Sola e Mateus Dutra.

O disco que leva o nome da banda, tem 10 faixas e 300 cópias subsidiadas pela Lei de Incentivo, das quais 270 serão disponibilizadas para o público já nesse domingo, após o show da banda na 15ª edição do Canto da Primavera, escolhido com afetividade pela Dom Casamata e a Comunidade para o lançamento do vinil por representar uma grande oportunidade para os músicos serem vistos e reconhecidos e por ser em Pirenopólis, cidade que foi cenário de um dos clipes do grupo, para a música Zitão da Macedônia.

Dillo

Dillo

Álbum

2016

Taguatinga/DF

Baixado 220 vezes!

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Sobre

Dillo Daraújo fez um álbum rico e singelo que fala de novelas mas também faz uma crítica voraz às redes sociais. Pra quem não tinha perfil no twitter, Dillo mostra-se ainda mais mordaz que no disco anterior. Mas também sobraram crônicas sobre a vida a dois, sobre estilos musicais e até relações profissionais.

Nesse disco, Dillo vira o personagem que intitula o álbum, mas que surgiu antes lá no ‘Jacaretaguá’ de 2012. Onde esse mesmo personagem mergulhou nos temas propostos lá naquele período e que se repetem evoluídos neste novo petardo.

Se em 2012 você ouvia ‘Plano marmita’, agora em 2016 temos ‘Home sweet rua’, que evolui nas rimas ferozes de um robô efêmero lá da Guariroba. ‘Sessão do descarrego’ continua em ‘Jesus Krishna’ com a pegada de hit garagem com a “calça arrochadinha” e “topete de galinha” etc e tal.

Agora em 2016, Dillo chega maduro e experiente e já com filha adolescente, pra quem ele dedicou o sucesso de novela ‘Mamãe mamãe’, baseada em uma discussão escolar sobre o futuro que é projetado a todas meninas de 13 anos em diante. Com letra feminista Dillo abre o microfone para o próprio feminismo interior.

O tempero latino sensual sempre esteve presente na obra de Dillo e neste disco não poderia ser diferente como a suave ‘Dois a dois’, a acelerada ‘O som do sal’ e a poética ‘Amor de ficar’ onde o cantor cunha a expressão de “rima de aspirina pro refrão” com sua verve poética cada vez mais em evidência.

‘Pena que se acaba’ trouxe a concretização de uma parceria bem sucedida com o Roberto Frejat na guitarra, que até foi relatada em tom profético na canção ‘Fica para o próximo disco’, onde Dillo e o o guitarrista angolano Nuno Mindelis apresentam diversas desilusões e desencontros profissionais.

Em ‘Só que não’, Dillo apresenta uma crítica social poderosa em duplo-sentido. Ao usar a sigla SQN do mêmê ‘Só que não’ nas redes sociais e intitular a canção que critica as redes sociais de ‘Só que não’; ele cria um paradoxo interessante. Uma curiosidade, SQN também é um endereço em Brasília… [os comentários estão abertos para outras teorias interessantes].

‘Tempo tido’ abre o disco com uma delicadeza que não tem precedente em qualquer outra parte do álbum. Uma obra que reserva ao ouvinte o prazer de conhecer diversas facetas do personagem Dillo, que vai desde o rock ao bolero em questão de minutos… Vai lá então!

Gravado nos estúdios:
Yebba Daor por Diego Marx em Brasilia DF
Synth Love Gravadora por Joao Donato no Rio de Janeiro RJ
Iconica Studios por Alexandre Bursztyn Los Angeles CA
St Dean Studios por Andrew William Londres UK
Mixado por Diego Marx e Masterizado
por Rodrigo Cobra no Gondwana Studio – Berlim
Produzido por Diego Marx
Co-produção: Dillo
Capa: Daniel Larsan

D E R I V A SONS – D E R I V A SONS

D E R I V A SONS – D E R I V A SONS

 

Álbum

2015

Belo Horizonte/MG

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Sobre

Há diversos desafios que se apresentam aos jovens compositores brasileiros ligados ao contexto da música contemporânea de concerto. Logo de início, observa-se uma enorme desarticulação das instituições envolvidas com a produção artística e montagem de eventos. Isso está diretamente relacionado ao modus operandi das agências de financiamento. Devido à inviabilidade comercial desse tipo de música no que diz respeito a uma relação direta com o consumidor, torna-se imprescindível a presença de algum tipo de mecenato. Entretanto, o perfil atual dos mecanismos de subvenção é perverso pois, ao mesmo tempo em que se apoia em uma hipotética neutralidade na concorrência de todos os tipos de propostas vindo dos mais diversos segmentos sociais, finge ignorar o massivo retorno publicitário das produções mais populares às empresas financiadoras. Essas são algumas das razões que obrigam a música contemporânea de concerto a se refugiar dentro dos muros da universidade pública. Mas os espaços externos precisam ser atingidos. No começo do século XX, Adorno já havia nos advertido sobre os paradoxos vividos pela música mais radical: por um lado, sua expressividade alimentava-se da recusa em ceder espaços a uma escuta domesticada; por outro, o isolamento criado em consequência dessa escolha implicava em um afastamento prolongado de um público mais diversificado. Com o tempo, as próprias motivações sociais dessa forma de arte ficam enfraquecidas. Por isso, torna-se muito importante construir um espaço de diálogo com o público em um território aberto, desprotegido. E o próprio sentido do trabalho se enriquece com o embate das propostas e respostas heterogêneas. Ultrapassa-se, desse modo, um discurso estético demasiadamente arbitrário e autossuficiente.
Outro desafio enfrentado pelos jovens compositores diz respeito a como se situar diante de duas grandes ideologias herdadas do modernismo do século XX. A primeira é iconoclasta e, como uma esfinge, devora todas as propostas que apresentem traços tradicionais, ou que revelem suas influências de um modo claro e explícito: é a exigência do utópico “novo”. O risco aqui é de um primitivismo autoindulgente e sem espessura expressiva, justamente porque despreza-se a história. A segunda, ao contrário, exige uma filiação devidamente documentada de alguma linhagem considerada “nobre” na história da música contemporânea. Nesse sentido, torna-se fundamental deixar nas partituras vestígios rastreáveis de procedimentos técnicos reconhecidos, como séries, espectros, permutações, aleatoriedade, etc. O grande perigo aqui reside em um academismo sem expressividade. É sempre difícil encontrar um caminho interessante entre essas duas forças contraditórias e hostis. Acredito que ele passa, necessariamente, pelo cultivo de algumas fantasias peculiares a cada artista. É preciso resistir àquelas pressões genéricas e impessoais com escolhas singulares e deixar surgir, aos poucos, uma paisagem musical que adquire sua consistência justamente no enlaçar das forças objetivas dos materiais sonoros com as ressonâncias afetivas que eles despertam em cada criador, de um modo pessoal e ao mesmo tempo dinâmico.
Diante desse contexto, a formação de um grupo de jovens compositores, recém egressos da graduação em composição musical (UFMG), ao redor de uma proposta coletiva – atuar nos campos de criação, performance e produção musical – revela-se muito importante e especial. O Derivasons já existe há algum tempo, com apresentações em diversas oportunidades e contextos, mas lança agora seu primeiro CD. Para a gravação foram convidados diversos intérpretes, de modo que podemos dizer que, neste CD, o Derivasons apresenta seus compositores. O primeiro aspecto que me chama a atenção é a diversidade de estilos e propostas. Há homenagens ao cinema – Mario Peixoto e Fellini – e aos quadrinhos – Watchmaker; há solos, peças para conjunto de câmara e verifica-se mesmo a presença da eletroacústica; transita-se do modal ao ruído, passando pelos afetos mais diversos. Essa multiplicidade reforça a percepção de que não se trata de uma reunião ao redor de uma estética, mas sim de uma práxis. Trata-se de reunir forças para enfrentar os inúmeros obstáculos e buscar o florescimento do potencial criativo de cada um de seus membros.
Os dois movimentos para quinteto de sopros de Marcos Sarieddine – Para Mario Peixoto e Para Fellini – apoiam-se na recorrência de idéias simples que se transformam no tempo. No primeiro, um tema modal é repetido em frases progressivamente expandidas. Após algumas interrupções desse processo por breves motivos rítmicos, as duas idéias – melodia e ritmo – se combinam, gerando maior fluência e continuidade. O segundo movimento explora o contraste legato x staccato de uma figura em ostinato que é submetida a variações harmônicas, de instrumentação e de densidade. Em algumas passagens, o tratamento do material acaba constituindo uma terceira “homenagem”, desta vez velada, a Villa-Lobos.
Em Watchmaker, Renan Fontes explora os poderes do personagem em viagens no tempo através de uma transposição musical na forma aberta. As seções de sua peça podem se encadear de diversas maneiras, seguindo distintas trilhas temporais. Em cada trecho, o violino solo desenvolve algum tipo diferente de material sonoro – pedais, glissandi, pizzicato, gestos accelerando, etc – que retorna transformado em outros momentos, às vezes em planos secundários na hierarquia da textura.
Jurema N° 1, de Luís Friche, utiliza um grupo de câmara com madeiras, piano e cordas, Há duas texturas claramente diferenciadas que se alternam. Na primeira, um fagote desenha uma melodia calma sobre um grupo de cordas tremolando. Os demais instrumentos são incorporados, pouco a pouco, de modo a crescer a sonoridade. Na segunda, de andamento mais acelerado, o clarinete desenha figuras melódicas em um registro médio/agudo sobre um fundo quase percussivo de piano e pizzicatos de cordas. Na última aparição dessa textura, observa-se uma filtragem progressiva da sonoridade, de modo a desaparecer a melodia e restar apenas um acorde repetido, cercado de pausas. Após essa dissolução, ouve-se uma variação da textura inicial, mas desta vez com o clarinete, com função de coda.
Em Interrogação, Nathália Fragoso explora um set percussivo em sonoridades que se alternam entre trechos calmos e ressonantes, sem um pulso definido, e trechos mais pulsados e dinâmicos. Um jogo de cores tímbricas – ora mais escuras e opacas, ora mais luminosas e brilhantes – contribui para a definição expressiva dos ambientes. A peça evolui progressivamente para uma textura quase obsessiva no final, com a solista se desdobrando em diversos planos rítmicos.
À Sós, de Marcos Braccini, é uma versão de uma peça anterior de oboé para violoncelo solo. Na transcrição, todo um conjunto de recursos técnicos do cello – cordas duplas, harmônicos, variações de arcadas, etc – é mobilizado em função de uma expressividade que explora as precipitações e detenções do movimento melódico. Há gestos rápidos e elementos que retêm o fluxo temporal através da repetição de notas ou de intervalos. A idéia central que conduz a forma em seu desdobramento parece ser justamente esse jogo de velocidades variáveis.
Em Ser Ruído, Thais Montanari acopla dois planos sonoros – instrumental e eletroacústico – na constituição de sua textura sonora. Poder-se-ia dizer contraponto, mas aqui não se trata de “pontos” em relação e sim de camadas complexas que se fundem em diversos momentos. Para isso, através de técnicas extendidas, os instrumentos são transformados em máquinas ruidosas – na tradição dos intonarumori de Russolo – e metamorfoseiam suas notas e ritmos em uma paisagem sonora eletroacústica.
Este CD é um momento especial: que o Derivasons prossiga seu trabalho com novas produções e consiga multiplicar os projetos musicais de seus compositores. Nesses dias de marasmo cultural, onde o sucesso popular constrói-se sobre propostas tão assustadoramente limitadas, precisamos cada vez mais de uma música especulativa e fantasiosa, que estimule nossa imaginação e nos ajude a sonhar.

Coletânea FINCA 2012

Coletânea FINCA 2012

 

Álbum

2013

Brasília/DF

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Sobre

 

Lançamento do selo Miniestéreo da Contracultura – MDC 005 – Brasília/DF

O Festival Universitário de Música Candanga da Universidade de Brasília – FINCA, com muita satisfação e alegria, apresenta sua Coletânea FINCA 2012. A XIV edição do FINCA, mais que especial, revelou grande diversidade e riqueza de estilos musico-culturais presentes no espaço universitário, nas quase sessenta bandas participantes, o que representa um marco e recorde para o Festival. As bandas e músicas melhores avaliadas estão presentes nesta coletânea, na musicalidade de Afrik du Brasil, MOVNI, Projeto Gransenzala e Bateria Insana. O FINCA acontece anualmente desde 1999, realizado pela Diretoria de Esporte, Arte e Cultura – DEA, do Decanato de Assuntos Comunitários – DAC da Universidade de Brasília – UnB. Como Festival Universitário tradicional, tem a missão e o compromisso com a música e com a cultura brasileira, ao estimular, incentivar e difundir a produção musical autoral de agentes universitários. Em 2012 o Festival integrou as comemoração do cinquentenário da UnB e foi projeto parceiro do Festival Latino Americano e Africano de Arte e Cultura. Em sua etapa nacional, consagrou-se anfitriã de dez intituições de ensino, pela valorização e incentivo ao intercâmbio da música brasileira.

Esta Coletânea é de produção predominantemente universitária, tendo contado com gravações no Estúdio do Departamento de Música – MUS da UnB, músicas autorais de agentes culturais da universidade, bem como iniciativa, execução e produção da Diretoria de Esporte, Arte e Cultura – DEA, grande contribuidora e incentivadora de cultura na UnB e em Brasília.

O FINCA 2012 agradece a prontidão de todos estes, sem os quais não seria possível realizá-lo: Lucila Souto Mayor Rondon de Andrade, Magno Assis, Paloma Amorim, Natália Stanzioni, Rosa Leite Melo, Guilherme Sampaio, Mariana Massi, Flaynna de Albuquerque Gaia, Amanda Ferreira Queiroz, Andréa de Oliveira, Natália Nogueira da Silva, Olívia da Silva Torres Teles, Andréa de Oliveira, Natália Nogueira da Silva, Pamella Aparecida da Silva, Tamires Vieira de Souza, Débora Silva Lima, Lúcia Maria Catanhede Gomes, Bruna Fernanda Leal da Silva, Francisco Bruno de Souza, Taynara Vales de Souza, Izabela Verônica Cardoso da Costa, Francis Espíndola Borges, Pablo Hércules Cunha, Geovani Taveira Lopes, Fernando Aquino Martins, Márcio H. Mota, Jordana Coury Jaber, Laura Neto Moreira, Eliane Ribeiro, João Paulo Neves Cabral, Maria Cláudia Vargas, Thennisson Andraen Freitas Andrade, Marcelo Pereira, Débora Ester Sharon Passos Teixeira, Jitone Leônidas, Rodrigo Vieira do Nascimento, Sheila Campos, Glória Fernandes, Hugo Leonardo Ribeiro, Taís Carlesso Dutra da Silva, Sandra Aparecida Cota, Márcia Silva de Oliveira, Felipe Marcel Seabra de Matos, José Luiz de Santana Matos, Ana Paula Bernardi da Silva Ventura, Vianney Cavalcante, Rairy de Carvalho, Manuella Castelo Branco, Roger Gomes, Eduardo Kolody, Bruno Mangueira, Joaquim França, Hilza Pereira dos Santos, Víctor Valentin, Wladimir Barros, Coletivo Afluentes, Coletivo Unos, Festival Latino Americano e Africano de Arte e Cultura, Departamento de Música – UnB, UnBTV, Apartamento de Trânsito – UnB, Prefeitura do Campus, Tokkata Instituto de Música, Balaio Café.

Ficha Técnica Coletânea FINCA 2012

Gravação: Estúdio do Departamento de Música – MUS da Universidade de Brasília – UnB por: Wladimir Barros e Víctor Valentim.

Mixagem e Masterização: Víctor Valentim

Selo: Miniestério da Contracultura

Projeto Gráfico: Fernando Aquino.

Coordenação de Produção: Paloma Amorim

Produção Executiva: Natália Stanzioni.

Realização: Diretoria de Esporte, Arte e Cultura – DEA do Decanato de Assuntos Comunitários – DAC da Universidade de Brasília – UnB. Brasília Ano: 2012 – 2013.

http://www.fincaunb.wordpress.com/

http://www.dea.unb.br/

Chinelo de Couro – Cantos Brasileiros

Chinelo de Couro – Cantos Brasileiros

Álbum

2016

Brasília/DF

Baixado 824 vezes!

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Sobre

Chinelo de Couro lança seu primeiro CD – Cantos Brasileiros. O grupo ferve as noites da música popular em Brasília há quatro anos. Cantos Brasileiros é um passeio pelas culturas populares brasileiras, dos aboios dos vaqueiros aos ijexás dos terreiros com o destaque para o famoso pé de serra rabecado.

O disco conta com releituras de canções tradicionais da cultura popular nordestina, composições autorais, que se abrilhantam pela participação de renomados artistas da cidade e pela direção musical de Marcus Moraes.

O disco traz a beleza e a riqueza de nossa brasilidade traduzida pela rabeca de Maísa Arantes, a zabumba de Júlia Carvalho e o cavaquinho e violão de Letícia Fialho. Sem falar da harmonia produzida pelos vocais das três musicistas que formam um dos mais belos coros da cultura popular brasiliense.

No repertório, músicas em sua maioria autorais da banda, incluindo a música O Gosto, concorrente do Festival de Música da Rádio Nacional 2015. Hey Man, do Ave Sangria, e Canto das Lavadeiras, de Carlos Babau, ganham um novo arranjo de tirar o fôlego.

O disco Cantos Brasileiros conta com a participação especial de Chiquinho Lopes, Mestra Martinha do Coco, Mestre Zé do Pife, Shária Ribeiro, Filhos de Dona Maria e, claro, o diretor musical Marcus Moraes. O Cantos Brasileiros foi contemplado pelo FAC – Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal.

Bel – Quando Brinca

Bel – Quando Brinca

Álbum

2017

Rio de Janeiro/RJ

Baixado 172 vezes!

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Sobre

Após os já lançados singles “Fica Fácil Assim” e “Bem-vindo”, BEL apresenta seu trabalho de estreia, “Quando Brinca”. Minimalista, o álbum testa os limites da canção popular, unindo tons eletrônicos, da MPB e de jazz para refletir o feminino e o mundo que cerca a mulher contemporânea. O disco foi produzido por BEL e Gui Marques e conta com participações especiais de Laura Lavieri, Larissa Conforto, Mari Romano, Rafaela Prestes (do supergrupo Xanaxou) e Qinho.

Cantora, compositora, escritora, produtora cultural e artista visual, Bel Baroni sempre teve um trabalho artístico rico em gêneros, estilos e categorias. No lançamento de seu projeto autoral, ela se mostra em sua faceta mais aberta e madura. O registro veio da vontade de se expressar individualmente ao mesmo tempo que dava vida a composições que não entravam no repertório da banda Mohandas, que a cantora e compositora integrava anteriormente. Foi uma mudança de foco.

“Fui gravando umas guias despretensiosamente e aí, quando as levei pro Gui Marques, começou a pira”, explica a artista. “Esse disco nasceu também pelas mãos dele, juntos fizemos os arranjos, fomos acrescentando elementos, vendo a coisa tomar forma e desenvolvendo o universo desse álbum no processo, no fazer. Esse caminho foi longo, mas também muito prazeroso e estimulante. O processo das coisas me encanta muito”, reflete.

Para o rico instrumental, travestido de simples, BEL contou com beats, bass-synth e synths de Gui Marques, guitarras de Diogo Sili, o sax alto de Scott Hill e o baixo acústico de Pablo Arruda. Tudo isso partiu de uma criação orgânica, da simples vontade de colocar no mundo uma inspiração, uma ideia – o mesmo ponto de partida que BEL usa para todas as suas investidas criativas.

Estudante de música desde a infância, logo passou a integrar grupos percussivos, como o Rio Maracatu, e aprimorou sua pesquisa musical na Escola Portátil de Choro e com a ajuda de professores como Oscar Bolão e Suely Mesquita. Uma mudança para Madrid, para estudar cinema, culminou na publicação independente “Quando Brinca”, uma coleção de poemas manuscritos divulgados digitalmente. 2011 viu nascer a Mohandas, onde atuou até 2015 como cantora, compositora, percussionista e produtora. Foram cerca de 200 apresentações em oito estados do Brasil e até em Buenos Aires. No currículo da banda constam dois EPs, um compacto (“Toda parte”, de 2015) e os álbuns “Etnopop” (2012) e “Um segundo” (2015) – este último, com produção executiva de Bel Baroni e produção musical de Lucas Vasconcellos (Letuce, Legião Urbana). 2016 veio trazendo novos ares com a criação do Xanaxou, reunindo oito mulheres intérpretes, compositoras e instrumentistas. Outros trabalhos incluem a produção executiva do duo Haicu e um coletivo de produtores do Rio de Janeiro que propõe ações de articulação da cena independente.

Com tantos desdobramentos, a carreira em múltiplas frentes se reflete na criação deste trabalho solo e autoral. O livro de poemas, por exemplo, compartilha seu título com o álbum que chega agora aos serviços de streaming. Foi de lá que veio boa parte das letras e ideias para o disco, o que faz da publicação o brainstorm que deu o pontapé inicial a esse novo momento criativo, abordando de sexualidade até questões sociais e políticas.

“Vejo uma coisa se desdobrando da outra. E em ambos, me senti saltando, me jogando, me atirando numa aventura. Eu tendo a levar tudo muito a sério, e essa sensação de brincar é o que me salva, me renova”, finaliza a cantora.

Ficha Técnica

Músicas de Bel Baroni (Real Grandeza e O Homem)
em parceria com Bruna Baffa (Esse Calor, Fica Fácil Assim, Mundo Novo, Junho e Quando Brinca) e com Luiz Gabriel Lopes (Bem-Vindo)

Bel Baroni – vocais e percussão eletrônica
Gui Marques – beats, bass-synth e synths
Larissa Conforto – bateria em Fica Fácil Assim e Quando Brinca
Laura Lavieri, Mari Romano e Rafaela Prestes – vocais em Fica Fácil Assim
Diogo Sili – guitarras em Bem-Vindo, Esse Calor, Junho e O Homem
Qinho – vocal em Real Grandeza
Scott Hill – sax alto em Bem-Vindo e Quando Brinca
Pablo Arruda – baixo acústico em Real Grandeza

Produzido por Bel Baroni e Gui Marques
Gravado e mixado por Daniel Sili (em O Homem e Quando Brinca) e Gui Marques
Produzido, gravado e mixado nos Estúdios Boca do Mato (em O Homem e Quando Brinca) e Frigideira entre 2015 e 2017
Masterizado por Alexandre Rabaço

Arte da Capa por Gabriel Almeida
Projeto Gráfico por Lucas Canavarro

Bagunço – Caos, Cosmos & Damião: Cosmos

Bagunço – Caos, Cosmos & Damião: Cosmos

Álbum

2016

Rio de Janeiro/RJ

Baixado 159 vezes!

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Sobre

A banda Bagunço faz um som festivo e irreverente nascido do encontro de músicos do Carnaval de rua do Rio de Janeiro.

Sua música contem muita improvisação e passeia por diversos gêneros musicais brasileiros, somados ao groove afro‐americano e a energia do Rock e do Jazz. Seja no palco, na rua ou em formato fanfarra, os músicos se colocam em cena e convocam o público a fazer parte do espetáculo.

“Caos, Cosmos e Damião”: O primeiro álbum do Bagunço contém 15 composições originais com a participação de muitos convidados como o percussionista Jorge Amorim, o bloco de maracatu Tambores de Olokum e os músicos do bloco de carnaval do Bagunço. O CD “Caos, Cosmos e Damiao” buscou captar da maneira mais fiel o som orgânico do Bagunço, entre improvisos fogosos, harmonias sutis e doces e também uma dose de malícia e versatilidade nos arranjos e na associaçao de ritmos que deixam o som dinâmico e surpreendente. O título foi escolhido com a seguinte intenção: “Caos” traduz a pesquisa sonora experimental baseada num lado mais ritual da música e o universo do jazz ; “Cosmos” a busca de equilibrio nas harmonias, o respeito às influências musicais dos grandes mestres que orientam a pesquisa musical dos membros da banda, “Damião” captura o espírito infantil e a vontade de brincar dentro dos arranjos, ousar na associação entre ritmos, assim como a capacidade que a prática da arte de rua concedeu para banda de transmitir seu universo musical para todos as idades. Trata-se de um disco duplo que se divide em duas partes, o primeiro volume chama-se Caos e tem músicas que exploram a estética do jazz/rock psicodélico com o andamento mais puxado. O segundo volume chama-se Cosmos, e contempla as canções mais tranquilas, incluindo dois números cantados, um forró progressivo e uma valsa francesa, entre muitas outras faixas onde predominam a experimentação e o improviso instrumental. Surgido como banda de rua em 2013, o Bagunço lança seu primeiro EP com 4 meses de existência. Nesses três anos de história o conjunto ganhou fãs (7.900 curtidores no facebook), criou um bloco carnavalesco, passou por várias cidades brasileiras e fez uma turnê de 40 dias pela Europa – que ganhará em breve um documentário. No atual momento, faz os shows do disco, com planos para mais uma turnê europeia e um novo disco em 2017.

Em todas faixas

Clement Mombereau : Trombone, Oboé

Michel Moreaux : Saxofone alto, Pífes, Gaita

Mathias Mafort : Sax Tenor, Soprano, Clarineta, Percussões, Flautas e Pífes

David Gonçalves : Guitarras, Violão e Voz

João Ribeiro : Teclados e Voz

Daniel Pimenta : Baixo e Tuba

Filipe Oliveira : Bateria, Percussões e Voz:

Jorge Amorim : Percussões

Em Cosme e Damião

Tambores de Olokum foram

Marina Porfírio Rogero Piu,

Rafael Ururahy, Maria Candida Petit,

Bernard Carvalho, Chica Batella

Em Gordona e Francesa

Ricardo Medeiros : Contrabaixo

Em Izidoro da Chapuera e Expressão do Cigano Igor

Márcio Sobrosa : Cuíca

Em Margarina e The Plants

Bloco do Bagunço foi

Saxofones : Gabriel Fomm, Victor Lemos, André Ramos

Trombones : Juliano Pires, Marcel Oliveira Nicolau

Tuba : Fernando Almeida

Surdo : Luciano Gonçalves

Percussões Jorge Amorim

Em Manada

André Ramos: Saxofone Barítono

Luciano Gonçalves: Percussão

Em Pontapé, Ponta-cabeça

Thales Browne recita poema de Carol Galeazzi, Mathias Mafort e João Ribeiro

Gravado no Espaço Ipiranga por Leandro Dias

Mixado e Masterizado por Martin Scian

Com apoio de Maracatu Brasil

e dos participantes no Crowdfunding

Agoristas – Oculto

Agoristas – Oculto

Álbum

2016

Goiânia/GO

Baixado 130 vezes!

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Sobre

Os nossos ancestrais comemoram o solstício de inverno. Todos os povos de todas as religiões louvam o nascimento do novo ciclo do Sol. É a noite mais longa do ano e a partir de quando a duração do dia começa a crescer. É o princípio da vitória da luz sobre a escuridão.

E eis que nesse alinhamento dos astros que decola a nave Agoristas.

Agoristas é um convite ao agora. Participa do álbum quem atende ao chamado e é presente nos dias de gravação. Sem pressa e horários marcados. Sem conhecer a música previamente e sem ensaios. Captamos a primeira expressão do músico ao som.

Agoristas é uma celebração à música. A que te faz pensar. A que te faz chorar. A que te faz dançar. A música interior que está além do ruidoso e obscuro som dos pensamentos, esperando que você mesmo a escute.

Oculto é uma ode ao amor. O primeiro. O utópico. O prostituído. Sempre se fala de amor, mas o verdadeiro ainda permanece oculto dentro de cada um de nós.

Viver o agora, fazer música, e amar é atingir a eternidade. É brincar com os tempos. Criar o próprio, seu. É vencer. Iluminar. O céu!

Este disco é dedicado aos índios. Somos todos índios, somos todos os nossos ancestrais.

Agoristas.

P.S: Oculto é um universo. Recomenda-se ouví-lo do princípio ao fim.

Oculto Agoristas foi gravado e mixado por Pedro Laba no estúdio Laba.Rec, Aparecida de Goiânia, e masterizado por Leo Bessa no Up Music, Goiânia-GO.

Agoristas presentes: Xidan, Angelita, Wolder Leão, Fred Valle, Carlos Foca, Edilson Morais, Renato Cunha, Edu Manzano, Rafael Lenza, Marcus Augustus I, Ana Flávia Keertana, Renata Nantes, Alex Mac’Arthur e Pedro Laba.

Bagunço – Caos, Cosmos & Damião: Caos

Bagunço – Caos, Cosmos & Damião: Caos

Álbum

2016

Rio de Janeiro/RJ

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Sobre

A banda Bagunço faz um som festivo e irreverente nascido do encontro de músicos do Carnaval de rua do Rio de Janeiro.

Sua música contem muita improvisação e passeia por diversos gêneros musicais brasileiros, somados ao groove afro‐americano e a energia do Rock e do Jazz. Seja no palco, na rua ou em formato fanfarra, os músicos se colocam em cena e convocam o público a fazer parte do espetáculo.

“Caos, Cosmos e Damião”: O primeiro álbum do Bagunço contém 15 composições originais com a participação de muitos convidados como o percussionista Jorge Amorim, o bloco de maracatu Tambores de Olokum e os músicos do bloco de carnaval do Bagunço. O CD “Caos, Cosmos e Damiao” buscou captar da maneira mais fiel o som orgânico do Bagunço, entre improvisos fogosos, harmonias sutis e doces e também uma dose de malícia e versatilidade nos arranjos e na associaçao de ritmos que deixam o som dinâmico e surpreendente. O título foi escolhido com a seguinte intenção: “Caos” traduz a pesquisa sonora experimental baseada num lado mais ritual da música e o universo do jazz ; “Cosmos” a busca de equilibrio nas harmonias, o respeito às influências musicais dos grandes mestres que orientam a pesquisa musical dos membros da banda, “Damião” captura o espírito infantil e a vontade de brincar dentro dos arranjos, ousar na associação entre ritmos, assim como a capacidade que a prática da arte de rua concedeu para banda de transmitir seu universo musical para todos as idades. Trata-se de um disco duplo que se divide em duas partes, o primeiro volume chama-se Caos e tem músicas que exploram a estética do jazz/rock psicodélico com o andamento mais puxado. O segundo volume chama-se Cosmos, e contempla as canções mais tranquilas, incluindo dois números cantados, um forró progressivo e uma valsa francesa, entre muitas outras faixas onde predominam a experimentação e o improviso instrumental. Surgido como banda de rua em 2013, o Bagunço lança seu primeiro EP com 4 meses de existência. Nesses três anos de história o conjunto ganhou fãs (7.900 curtidores no facebook), criou um bloco carnavalesco, passou por várias cidades brasileiras e fez uma turnê de 40 dias pela Europa – que ganhará em breve um documentário. No atual momento, faz os shows do disco, com planos para mais uma turnê europeia e um novo disco em 2017.

Em todas faixas

Clement Mombereau : Trombone, Oboé

Michel Moreaux : Saxofone alto, Pífes, Gaita

Mathias Mafort : Sax Tenor, Soprano, Clarineta, Percussões, Flautas e Pífes

David Gonçalves : Guitarras, Violão e Voz

João Ribeiro : Teclados e Voz

Daniel Pimenta : Baixo e Tuba

Filipe Oliveira : Bateria, Percussões e Voz:

Jorge Amorim : Percussões

Em Cosme e Damião

Tambores de Olokum foram

Marina Porfírio Rogero Piu,

Rafael Ururahy, Maria Candida Petit,

Bernard Carvalho, Chica Batella

Em Gordona e Francesa

Ricardo Medeiros : Contrabaixo

Em Izidoro da Chapuera e Expressão do Cigano Igor

Márcio Sobrosa : Cuíca

Em Margarina e The Plants

Bloco do Bagunço foi

Saxofones : Gabriel Fomm, Victor Lemos, André Ramos

Trombones : Juliano Pires, Marcel Oliveira Nicolau

Tuba : Fernando Almeida

Surdo : Luciano Gonçalves

Percussões Jorge Amorim

Em Manada

André Ramos: Saxofone Barítono

Luciano Gonçalves: Percussão

Em Pontapé, Ponta-cabeça

Thales Browne recita poema de Carol Galeazzi, Mathias Mafort e João Ribeiro

Gravado no Espaço Ipiranga por Leandro Dias

Mixado e Masterizado por Martin Scian

Com apoio de Maracatu Brasil

e dos participantes no Crowdfunding