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OZ & ÀTTØØXXÁ – BLVCKBVNG

OZ & ÀTTØØXXÁ – BLVCKBVNG

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Álbum

2016

Salvador/BA

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Mais um passo no novo caminho que a música baiana vem trilhando. O disco BLVCKBVNG é fruto da união entre o músico OZ e as produções do ÀTTØØXXÁ, projeto encabeçado pelo Rafa Dias. Encharcando de referências eletrônicas o pagodão feito nas ruas da Bahia, a dupla fez uma seleção de dez sons suingados pra caralho e vão te fazer sentir no quadril o significado da gíria local “meter dança”.

“No primeiro semestre desse ano, lancei o disco do ÀTTØØXXÁ, que traz uma música com OZ (‘Desce’), e esse som foi o start de BLVCKBVNG. Assim que começamos a trabalhar essa música, já pensei que era o momento de retribuir tudo que OZ já tinha feito por mim, até porque já tínhamos muitas ideias a explorar”, revela Rafa. Os caras se conheceram quando OZ foi convidado a gravar as percussões da Braunation, projeto que Rafa Dias mantinha com o também produtor Mahal Pita. Todos eles integram hoje o #B_T_PGDÃO, o coletivo que tem criado um novo momento para o pagodão na Bahia, tanto musicalmente quanto na forma de trabalhar, levando-o ao circuito das pistas de dança e flertando com a estética futurista da bass culture.

Compositor de hits como “Tchubirabirom“, do Parangolé, e “Batida de Rua“, do Harmonia do Samba, OZ já tem uma caminhada de responsa no pagode e apresenta em BLVCKBVNG seu primeiro registro solo. “Tenho uma família muito ligada à música. Me interessei pela percussão e toquei em balés folclóricos, bandas de forró e grupos de pagode como Oz Bambaz e Leva Noiz. A partir daí, comecei a dar os primeiros passos como compositor e hoje também faço parte do Pagodart e Viola de Marujo.”

A suingueira come solta durante o disco todo, seja mostrando a polpa da bunda em “£LV$ GØ$T∂M” ou dançando juntinho em “D∑S£JØ P∑R¡GØSØ”. Durante esses e outros sons de BLVCKBVNG, você encontra elementos de diversas vertentes da música eletrônica e percussiva, mas o que permeia todo o trampo mesmo é o pagode que impera nas ruas baianas, com toda sua malícia e gingado. “Esse disco tá muito claro pra nós como pagodão. É o pagodão por outra ótica. Sempre tivemos essas ‘viradas de página’ no gênero, do É o Tchan pro Harmonia do Samba, do Harmonia pro Psirico, do Psi pro Parangolé, pro Fantasmão… Todas essas bandas viraram uma página, são relevantes nessa história e acredito que estamos nesse novo capítulo que está por vir. Tudo com muito respeito, diálogo e verdade.”, finaliza Rafa.

Por Fernando Gomes, Revista Noisey

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