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Orquestra Abstrata – Seven

Orquestra Abstrata – Seven

 

Álbum

2014

Goiania/GO

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Sobre

O álbum Seven capturou o grupo no momento em que transitavam de um power trio de rock’n’roll cru para a experimentação com outros gêneros musicais. Scramble Pie abre o disco, com a voz robótica de Cabral, – o vocalista-gnomo-invisível da banda – anunciando que a proposta do grupo é cozinhar um torta com um embaralhar de estilos musicais. Releitura dos temas dançantes de pós-punk regados a ácido dos anos 80, a música já surpreende o ouvinte que esperava o rock típico da cena roqueira em que o grupo convivia e havia sido formado no início dos anos 2000, sem deixar de lado o peso do rock’n’roll.

Sem negar essas origens roqueiras e sem firulas, o grupo manteve no álbum as músicas Vespen, Huckleberry Finn e Forks From Hell.  Todas compostas nos anos anteriores – de presença constante de shows  em bares  e festivais de rock -, as músicas ganharam nova formatação, escapando da expectativa normalmente criada sobre bandas instrumentais, cheias de demonstrações de virtuosismo enfadonho. A divertida Vespen, com sua estrutura fragmentada e surpreendente, lembra o lado B do Abbey Road, dos Beatles tocado por uma banda de garagem. Huckleberry Finn começa com uma introdução dedilhada na viola caipira, abruptamente rompida para ceder lugar à guitarra distorcida.  Referência ao personagem clássico de Mark Twain, a música evoca o tema do “roceiro” (a cidade onde a banda nasceu é Goiânia) em busca pela construção de uma identidade dentro do valores impostos pela civilização.

A representação do som ao vivo jazzístico da banda foi deixada para Letters – sempre um dos pontos altos do show -, e gravada em apenas um take no estúdio, no intuito de captar essa essência improvisadora do grupo. Ainda que essa ideia não tenha obtido pleno sucesso (os shows era bem superiores) deixa registrada o encontro entre os jovens Aderson Maia e Eduardo Kolody com o já experiente bateirista Rogério Pafa (Mandatory Suicide, Umbando) num fusion digno dos encontros entre os músicos de rock e jazz dos anos 1970.

Para um debut com a duração de um baseado, não poderiam faltar momentos densamente psicodélicos, até mesmo desconexos para um leigo em contracultura brasileira. Esses picos de onda ficaram com a surrealista e caricata A incrível bicileta do Dr. Hoffman não desapareceu (em homenagem ao cientista Albert Hoffman), que incorpora a pegada de samba-rock da Tropicália, com o sample de Tour de France, do Kraftwerk; e com  E agora?,  música  que depois de envolver o ouvinte com um mantra funkeado digno do Krautrock do Can, repleto de guitarras desconcertantes, encerra o álbum deixando a expectativa por algo mais.

Destaque para o encarte bastante criativo do álbum, feito para ser possível trocar o desenho de capa. São sete lâminas soltas contidas junto ao CD, cada uma com a frente preenchida por um desenho representado uma das músicas, todos feitos em estilos diferentes e contendo alguma informação sobre o álbum, transmitindo o espírito de fragmentação formado pelo grupo.

Ficha Técnica:

Produzido, mixado e masterizado pela Orquestra Abstrata (Eduardo Kolody, Rogério Pafa e Aderson Maia) no Loop Estúdio, em 2007. Todas as músicas compostas por Aderson Maia e Eduardo Kolody

Orquestra Abstrata – Compacto 2012

Orquestra Abstrata – Compacto 2012

 

EP

2016

Goiânia/GO

 

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Uma vez a cada 49 anos há um alinhamento de Mercúrio, Vênus, Marte Júpiter e Saturno com a Terra. Deve ser graças a esse alinhamento astronômico que Orquestra Abstrata resolveu lançar material novo, com o EP “Compacto 2012”, que desde a capa evoca temas cósmicos, fazendo um som espacial. Na gravação, o grupo buscou uma sonoridade retrô, misturando contrabaixo tocado num SH-1000 (primeiro sintetizador da Roland, ainda monofônico!), programações e efeitos do ableton live e pegada de jazz contemporâneo com ritmos brasileiros e piano. Sem cordas dessa vez, apenas teclas, um power trio de fusion frenético e psicodélico.

Eduardo Kolody – Synths, FX, Programações

Hudson Rabelo – Bateria

Wassily Brasil – Piano, Teclados.

Gravado por Ricardo Darin no Estúdio Volt
Mixado e Masterizado por Eduardo Kolody no Neverland Studio

Mersault e a Máquina de Escrever – Passagem

Mersault e a Máquina de Escrever – Passagem

 

Álbum

2014

Goiânia/GO

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Um grupo de arqueólogos que achou uma máquina de fazer músicas.A máquina era especial porque trazia sons da quinta dimensão. Ainda não se sabe se tais sons transmitem sentido, mas parecem exprimir o inefável.Formado nos idos de 2000, com uma proposta diferente das bandas vigentes no cenário underground goianiense, Mersault e Máquina de Escrever mantém sua originalidade e espontaneidade presente em suas músicas. O próprio nome é derivado do personagem principal de O Estrangeiro, romance do escritor e filósofo Albert Camus. A banda vai além das guitarras, traz em suas melodias os paradoxos e toda uma confusão proposital presente nas letras.

Ficha Técnica:

Macloys Aquino: Voz, guitarra base

Maurício Pimentel: Guitarra solo, teclados, cavaco

Vander Veget: Contrabaixo, acordeon diatônico, voz

Rogério Watanabe: Bateria

Salma Jordana: Voz em “Fluidez” e “Rua do Lago”

Rogério Pafa: Voz em “Pombos Never”

Eduardo Kolody: Guitarra com arco em “A enxada”

Produzido, mixado e masterizado pela Orquestra Abstrata (Eduardo Kolody e Rogério Pafa) no Loop Estúdio em 2008/2009.

Relançamento do Miniestéreo da Contracultura – MDC 010 – Brasília/DF – fev/2014

Dom Casamata e a Comunidade – Dom Casamata

Dom Casamata e a Comunidade – Dom Casamata

Álbum

2015

Goiânia/GO

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“Optamos pela mídia analógica, com 180 gramas, é mais pesado e de maior qualidade para absorver toda naturalidade captação, com a banda gravando ao vivo em fita de rolo, à moda antiga, ou seja, todos os instrumentos tocando juntos. O som fica mais puro, mais genuíno, orgânico e com uma sonoridade mais crua”, conta Zé Junqueira, baterista.

Quem assina a direção artística da capa é o artista goiano Wendell Reis, que integra mais 5 pôsters com obras da polonesa Joana Mardquard, e outros quatro goianos, Kboco, Luis Antena, Marcelo Sola e Mateus Dutra.

O disco que leva o nome da banda, tem 10 faixas e 300 cópias subsidiadas pela Lei de Incentivo, das quais 270 serão disponibilizadas para o público já nesse domingo, após o show da banda na 15ª edição do Canto da Primavera, escolhido com afetividade pela Dom Casamata e a Comunidade para o lançamento do vinil por representar uma grande oportunidade para os músicos serem vistos e reconhecidos e por ser em Pirenopólis, cidade que foi cenário de um dos clipes do grupo, para a música Zitão da Macedônia.

Carne Doce – Dos Namorados

Carne Doce – Dos Namorados

EP

2013

Goiânia/GO

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Sobre

 Estaríamos no escuro não fosse o abajur vermelho sobre um móvel antigo, desses herdados da avó ou comprados em um antiquário. Uma garrafa de vinho, já pela metade e alguns copos sujos: estaríamos em casa, não fosse um palco. Então ela acontece e sem levantar o rosto tira os sapatos. Na nudez dos pés e as mãos vestidas pelo microfone, agora ela é movimento e a voz que entra nos nossos corpos e quase nos arrasta. Ela é Salma Jô – além do nome, o que você precisa saber ao seu respeito por enquanto é que ela, ao lado de Macloys, sua companhia na arte de viver o cotidiano, deu nascimento a uma das coisas mais frescas e genuínas do espaço musical brasileiro: a banda Carne Doce.

 “A gente tinha seis canções, com voz e violão, chamou o Eduardo (Kolody, do Orquestra Abstrata) e ele disse: vamos produzir isso aí!” Conta Macloys Aquino, “homem percorrido de existências” – como diria o poeta Manoel de Barros. Foi a sua existência de jornalista que o permitiu fazer a divulgação eficaz do EP, quando finalizado. Foi sua existência como integrante da banda Mersault e a Máquina de Escrever – “Era uma banda de funcionário público: a gente chegava para tocar de crachá” – que o permitiu, com olhos e ouvidos viajados, trazer um tempero a mais, “umas esquisitices”, à Carne Doce. “Eu me encontrei muito, viajei muito, me realizei muito com a Mersault. Aprendi muito com os meninos.”

O exercício de ficcionalizar a experiência do amor é o que possibilita reparti-la em diversas perspectivas. Temos, por exemplo, aquele amor que prova a si mesmo na faixa Clichê Deprê, um registro do receio que acompanha a felicidade – o receio de não merecê-la – e a percepção de que um relacionamento pode se tornar, com o desgaste e o tédio, uma solidão a dois.

Encontramos também o registro de um amor leve, estado de puro encantamento, na letra de “Dos namorados”. O tema da finitude é revisitado com olhos mais brandos: se em Clichê Deprê o fim do relacionamento é razão “pra ser mais infeliz”, em Dos namorados o interesse é pelo instante. Há a certeza de que os momentos doces são finitos, mas isso, em vez de amargura, traz o desejo de aproveitá-los até deixarem de ser.

Há o amor líquido, stalker e “social media” em Corrente, um diagnóstico divertido da obsessão que as redes sociais, com sua ilusão de vitrine e de distâncias encurtadas, podem alimentar nos apaixonados. Por fim, há o amor em combustão que faz inflar as carnes e abrir as pernas, na letra de Cavalgada. O entrelaçamento de um erotismo animal à doçura do afeto culmina em um dos versos mais inspirados do EP – e que desperta em quem escuta o desejo de saltar sobre o vazio até não sobrar nada de si além da pele espalhada pelo ar.

Uma das lentes entre seus olhos e o mundo é o filósofo francês Michel Foucault, cuja obra “Vigiar e Punir” a guiou durante a escrita da monografia com a qual se formou em Direito. As preocupações foucaultianas ressoam nas duas músicas preferidas do público do show: Fruta Elétrica e Dignos. A primeira trata de uma situação corriqueira: um vizinho reclama de uma árvore cujos galhos ultrapassam os muros. A fruta que ameaça a cerca elétrica serve como uma perspicaz metáfora dos corpos humanos insubmissos que desafiam continuamente as cercas entre as quais a sociedade em que vivemos é construída.

Se Fruta Elétrica com sua melodia que entra na pele e quase nos impele a exorcizar com dança todas as restrições que nos são impostas, Dignos tem uma melodia que nos revela a dimensão trágica da condição de um corpo que não aguenta mais. A letra trata dos corpos dóceis: todos nós que nos subtemos a uma rotina de pressa, trabalho e consumo ao fim da qual não sobra fôlego sequer para nos perguntarmos se há uma saída. Uma letra de estatura surpreendente que insere a dupla entre os grandes compositores brasileiros. Por esse estar “entre”, seria inadequado falar em influências e qualquer tentativa de comparação poderia nos distanciar daquilo que Carne Doce tem de único: o impulso transgressor do novo com a excelência artística daqueles que chegaram antes.

Wigvan Pereira

Bota de Perna Martim Cererê

Bota de Perna Martim Cererê

Bota de Perna

2015

Goiânia/GO

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Há quase quatro anos atrás, em julho de 2011, assisti ao primeiro show da The Galo Power. Apesar de não conhecer nenhuma das suas músicas e ignorar que, poucos meses antes, eles lançavam o seu primeiro EP, fiquei boquiaberto tanto pela presença de palco da banda, quanto pela massa sonora que emanava dos altos falantes: uma frenética mistura dos diversos elementos musicais que caracterizaram os trabalhos das bandas do final dos anos 60 e início dos 70: funk, blues, soul. Adicionado a isso, o contraste entre vocais masculinos rasgados e um belo vocal feminino. Considerando que eu os assistia em Jataí (Inclusive, cidade natal de alguns dos membros da banda), no interior de Goiás, tive a sensação de que os memoráveis shows do Led Zeppelin, Rolling Stones, Joe Cocker (Entre outros), que assistíamos em DVDs, haviam se tornado realidade e eram, pela primeira vez, palpáveis para um público de uma cidade de interior. Na cena rock de Goiânia, o Galo Power tornava-se uma das principais bandas: na cena brasileira, seu nome começava a despontar.
Depois desse memorável show, e após perder o contato com eles por certo tempo, os reencontrei em junho de 2014, no Martim Cererê. Já era uma nova formação no palco: foram-se embora os vocais femininos, dignos de referência e comparação com Janis Joplin e Merry Clayton (Pra quem não conhece, Merry foi a cantora imortalizada no dueto com Mick Jagger em ‘Gimme Shelter’), e presenciava-se a introdução de órgão em algumas das músicas, e uma segunda guitarra, em outras: percebi um som mais pesado, um rock mais direto, e com menos influências psicodélicas que se encontravam nas primeiras músicas. O grupo havia lançado o seu segundo disco um ano antes, e essa foi a primeira oportunidade que tive em acompanha-los nessa nova fase. A combinação de Órgão e Guitarra, incorporando elementos de funk, me lembrava de alguns dos clássicos álbuns do Deep Purple, como ‘Burn’ e ‘Stormbringer’, e do clássico ‘We’re An American Band’, do Grand Funk Railroad, somando forças com uma porção de riffs que lembram a guitarra de Jimmy Page nos quatro primeiros discos do Led Zeppelin. Pra algumas pessoas, a famosa ‘praga’ da mudança de vocais poderia se tornar um pesadelo pra banda. Adicione à equação a famigerada ‘prova de fogo’, como é conhecido o 2° lançamento de cada banda, e tudo se tornava mais interessante: Conseguiria o Galo Power sobreviver à mudança de uma formação tão autêntica, e já icônica, para sua crescente base de fás? A resposta veio com a nova formação, que se mostrou tão autêntica quanto a primeira: sim.
Em novembro do mesmo ano, tive o prazer de acompanha-los, como fotógrafo, durante uma turnê de 10 dias pelos estados de Minas Gerais e São Paulo, juntamente com mais três bandas goianas (Damn Stoned Birds, Girlie Hell e Coletivo SUI GENERIS). Uma oportunidade única para os quatro grupos de excursionarem e mostrarem seus trabalhos para públicos variados. Já nas três primeiras apresentações, pude notar algumas diferenças da The Galo Power entre as demais bandas do cast: o maior número de músicas no catálogo, que os possibilitava variarem o repertório de cada apresentação (inclusive com a inclusão de algumas músicas ainda não lançadas), e o entrosamento no palco. O maior tempo de estrada contribui favoravelmente para essa situação, mas a qualidade das canções e a capacidade de cada um dos músicos, bem como seu entrosamento, define a situação ímpar da banda.
Após a turnê, já em dezembro, trabalhei novamente com eles no Goiânia Noise. Eles tocaram na mesma noite em que a Radio Moscow, aguardada banda americana (e uma das Headlines do festival), se apresentou. Como se fosse hoje, lembro-me da calorosa recepção do público. Músicas como ‘Big Mamma’ já se tornaram hits obrigatórios em cada apresentação. O público do Galo Power, ainda que não muito numeroso, é fiel.
Outra característica que me chamou a atenção nesses últimos meses, acompanhando suas apresentações, era o generoso número de canções executadas que ainda não haviam sido lançadas ao vivo. Eram três ou quatro, sendo que duas delas (Mr. Danger e Oráculo de Delfos), serão, em minha opinião, alguns dos destaques do próximo disco de estúdio. Esse álbum ao vivo, que vocês podem conferir agora, é uma perfeita prova disso: com exceção da já citada ‘Big Mamma’, todas as músicas são inéditas. E aqui, vejo mais uma grande diferença entre os primeiros discos: um maior flerte com diferentes estilos musicais, inclusive, com estilos que raramente se fundiram com o rock anteriormente, como a nossa música sertaneja. Lembrem-se dessas palavras quando escutarem a canção ‘Ser Estelar’.
O sucesso de uma banda, no concorridíssimo cenário de rock, deve-se, em muito, à sua capacidade de inovar seu som e sua imagem. A cada trabalho novo que se lança, a sobrevivência e a relevância de um grupo são marcadas pela necessidade de renovação: é preciso mostrar ao seu público que, apesar de manter-se alinhada a um estilo que os caracteriza, é a aproximação com novas e diferentes ideias que assegura a cada banda o status de verdadeiros artistas, mesclando, na mesma medida, identidade e versatilidade. Todos sabem que Goiânia é uma cidade com uma variada e diversa cena de bandas de rock. Pode-se ouvir Stoner Rock, Death Metal, Hard Rock, e inúmeras outras vertentes. E é nessa grande diversidade que se encontra a The Galo Power: oito anos de estrada e lançando esse trabalho ao vivo, enquanto segue nas gravações de seu 3° trabalho de estúdio. Se o próximo disco vai se mostrar como um ousado passo à frente, ou como um desastroso tropeço, ainda é cedo dizer. Para eles, é mais cedo ainda. Após uma audição cuidadosa dessa apresentação, contudo, imagino que esse tiro no escuro não virá a se transformar em um amargo tiro pela culatra.

Flávio Monteiro
Abril, 2015.

Agoristas – Oculto

Agoristas – Oculto

Álbum

2016

Goiânia/GO

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Os nossos ancestrais comemoram o solstício de inverno. Todos os povos de todas as religiões louvam o nascimento do novo ciclo do Sol. É a noite mais longa do ano e a partir de quando a duração do dia começa a crescer. É o princípio da vitória da luz sobre a escuridão.

E eis que nesse alinhamento dos astros que decola a nave Agoristas.

Agoristas é um convite ao agora. Participa do álbum quem atende ao chamado e é presente nos dias de gravação. Sem pressa e horários marcados. Sem conhecer a música previamente e sem ensaios. Captamos a primeira expressão do músico ao som.

Agoristas é uma celebração à música. A que te faz pensar. A que te faz chorar. A que te faz dançar. A música interior que está além do ruidoso e obscuro som dos pensamentos, esperando que você mesmo a escute.

Oculto é uma ode ao amor. O primeiro. O utópico. O prostituído. Sempre se fala de amor, mas o verdadeiro ainda permanece oculto dentro de cada um de nós.

Viver o agora, fazer música, e amar é atingir a eternidade. É brincar com os tempos. Criar o próprio, seu. É vencer. Iluminar. O céu!

Este disco é dedicado aos índios. Somos todos índios, somos todos os nossos ancestrais.

Agoristas.

P.S: Oculto é um universo. Recomenda-se ouví-lo do princípio ao fim.

Oculto Agoristas foi gravado e mixado por Pedro Laba no estúdio Laba.Rec, Aparecida de Goiânia, e masterizado por Leo Bessa no Up Music, Goiânia-GO.

Agoristas presentes: Xidan, Angelita, Wolder Leão, Fred Valle, Carlos Foca, Edilson Morais, Renato Cunha, Edu Manzano, Rafael Lenza, Marcus Augustus I, Ana Flávia Keertana, Renata Nantes, Alex Mac’Arthur e Pedro Laba.