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XAFU – Paredes no Horizonte

XAFU – Paredes no Horizonte

 

EP

2014

Belo Horizonte/MG e Lisbon/PT

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Sobre

XAFU nasceu da vontade de conjugar a música electrónica e suas variadas vertentes com a música do mundo, sobretudo com as sonoridades características dos países lusófonos e sua lusofonia.
Foi em Alfama, bairro de Lisboa, que essa paixão pela música electrónica e pela música popular fez com que o português André Xina e o brasileiro Juninho Ibituruna criassem o projeto XAFU.
Após dois anos de estrada e de intenso diálogo com músicos e compositores de diversas linguagens musicais, XAFU apresenta o EP Paredes no Horizonte, onde o drumn’bass, o ragga e o trip hop se entrelaçam com o fado, a morna, a música afro-brasileira, a poesia e a música experimental.
As muitas participações e convidados especiais em concertos e em gravações nomeadamente de músicos portugueses, brasileiros e dos PALOP, vão permitindo conservar e difundir ao público o património musical e artístico dos países de expressão de língua portuguesa.
Em 2013, XAFU integraram o coletivo Radio Tamashek, emissora atlântica que promove o trabalho feito por artistas de Lisboa e Belo Horizonte.
http://www.radiotamashek.com/xafu/

XAFU – Além mar

XAFU – Além mar

EP

2016

Belo Horizonte/MG

Baixado 76 vezes!

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Sobre

Depois de lançar em 2013 o seu trabalho de estreia o EP ‘Paredes do Horizonte’, XAFU regressa com ‘Além Mar’, onde novamente explora a world music e a elétronica  remisturando artistas como Ravi Shankar, Jorge Ben Jor, Cesária Èvora e Cheny Wa Gune.

Navegando pelos quatro cantos do mundo, Juninho Ibituruna e André Xina tiveram a colaboração dos músicos portugueses Ricardo Passos e João Pires, o moçambicano Cheny Wa Gune e o brasileiro Thiakov Davidovich.

Preparando-se para lançar seu próximo álbum em 2017, ‘Além Mar’ mostra mais uma vez a vontade de Juninho e Xina em compartilhar a riqueza da música feita nos países lusófonos.

Foi em Alfama, no centro histórico de Lisboa, que a paixão pela música eletrônica e tradicional influenciou o português André Xina e o brasileiro Juninho Ibituruna a criar o XAFU, no ano de  2010. Desde então, as inúmeras colaborações que incluem músicos de Portugal, Brasil e dos países de língua portuguesa, permitiram que este projecto continuasse a partilhar o patrimônio artístico e musical da cultura lusófona e da world music.

Recordings and Mix: Thiakov Davidovich @ Alcova Libertina.

Mastering: Kiko Klaus @ Camarada Mix Master.

Image: David Arranhado and Juliana Valente.

Design: Maracujá.

TiãoDuá – Radio Mandinga

TiãoDuá – Radio Mandinga

Álbum

2016

Belo Horizonte/MG

Baixado 294 vezes!

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Sobre

Rádio Mandinga, segundo álbum do TiãoDuá, consolida o trio de Juninho Ibituruna, Gustavito e LG Lopes como projeto de destaque na rica cena musical de Minas Gerais.

Com larga quilometragem de circulação nacional e internacional, o TiãoDuá lança em 2016 seu segundo disco de inéditas, produzido de maneira totalmente independente entre Holanda, Inglaterra e Brasil.

O trio possui a marca da coragem e da independência, já tendo realizado quatro turnês pela Europa, com algumas parcerias mas sempre com um alto teor de “faça voce mesmo” e força de vontade. As canções do grupo são construidas neste contexto e falam sobre a visão que os artistas constróem da sociedade a partir da visão de quem está buscando se sustentar da arte numa sociedade cruel. Sempre com muito swingue o trio provoca alvoroço e coloca todos pra dançar por onde passa!

A sonoridade enérgica e cheia de suingue do power trio está mantida no álbum, que apresenta 11 canções originais – algumas das quais já presentes nos shows recentes do grupo.

Com participações especiais que vão do compositor e multi-instrumentista mineiro Felipe José ao renomado produtor e guitarrista inglês Chris Franck, o álbum carrega no DNA o espírito da world music: há canções em inglês, português e espanhol, além de incursões por vários gêneros e estilos. Seja na levada funk / hip hop de “Rádio Favela”, no samba “Mamão com Açúcar” ou na latinidade de “Susana en la Ventanna”, “Rádio Mandinga” surpreende pela liberdade e pelo amadurecimento do trio, que também figura como ponta-de-lança no processo de internacionalização da música feita em Minas Gerais.

Thiakov – Impressões

Thiakov – Impressões

Album

2015

Belo Horizonte/MG

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Sobre

“Se perder pode revelar a glória.”

O compositor Thiakov acaba de criar o seu novo trabalho autoral, o disco Impressões. Concebido e gravado em casa, no seu “quarto-estúdio”, este é o segundo trabalho do compositor que traz um carácter afetivo antes mesmo de ser projeto. As canções vão nos mostrando o universo íntimo do músico, que transita entre a música eletrônica e a acústica. De forma sublime e direta essa alquimia Sonora é capaz de conduzir o ouvinte á um experiência singular pois Impressões é um disco que emana frescor e estranhamento para a cena musical contemporânea. O novo álbum é cheio de recortes, samplers e bricolagens com fragmentos de músicas e sonoridades já existentes na internet. As influências são diversas e vão de compositores eruditos da música eletrônica, como Karlheinz Stockhausen, Jonh Cage até outros populares, como Radiohead e Björk. Outros grupos também compõem a colcha de retalhos que formam a obra do artista. São os Beatles, Mutantes,Young e Crosby Still & Nash. Essa mistura resulta em uma experiência estranhamente familiar. É um trabalho propõe uma novidade estética ao mesmo tempo em que aponta elementos tradicionais. O resultado é uma obra “doméstico-experimental,” como define o músico. O método de expurgação usado pelo artista eleva o nível de espontaneidade do disco que foi criado com toda a liberdade de estar em casa, na cama, sem as preocupações de um estúdio. A música para Thiakov é algo xamãnico e espiritual, um impulso criativo para a urgência da expressão. Daí o título ‘impressões’. O projeto conta com parcerias da compositora Brisa Marques e do MC Matéria Prima, além da participação especial da cantora Leopoldina Azevedo. A arte gráfica quem assina é a artista plástica mineira Rosceli Vita, que se apropriou da mesma proposta técnica usada por Thiakov para compor as imagens, processando pelo computador seus desenhos manuais.

Nando Goulart – O Polvo Opositor

Nando Goulart – O Polvo Opositor

Álbum

2017

Belo Horizonte/MG

Baixado 76 vezes!

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Sobre

Rock paradoxal ou tropical noise. É assim que Nando Goulart descreve o seu primeiro disco solo “O Polvo Opositor”, com lançado digitalmente no fim de dezembro de 2016, sendo o lançamento oficial marcado para 2017.

O disco contem 12 composições, sendo 11 de autoria do artista e uma parceria misturando estilos musicais que vão do rock clássico, afrobeat, grunge, progressivo, folk e MPB. A proposta é essencialmente contraditória, que funde conceitos historicamente insolúveis, como o hippie e o punk, o psicodélico e o grunge, o campo e a cidade, a ciência e a arte.

Produzido e gravado por Thiakov nos estúdios da Alcova Libertina, durante três anos, a obra conta com muitos músicos da cena atual belo Horizontina. O disco contém arranjos de Thiakov e Henrique Staino e dispõe de uma timbragem peculiar desenvolvida por Nando e Thiakov, como a enxarra (guitarra + enxada) ou motarra (motor + guitarra), dando ao disco um sabor espacialmente explícito.


Músicas

1 – 1953 (5:06)
2 – Caiu quebrou (4:27)
3 – Dente-de-leão (3:56)
4 – Segunda sun (4:14)
5 – Recado (2:40)
6 – Preguiçosa luz de inverno (5:26)
7 – Avoid (5:27)
8 – Dark green squirrel (3:27)
9 – Mergulho (3:23)
10 – Not a gril (I need a woman) (3:50)
11 – Aço (4:02)
12 – Sem açúcar (3:26)

Todas músicas por Nando Goulart, exceto Mergulho por Nando Goulart e Thiakov

Ficha técnica

Produzido e gravado por Thiakov
Co-produção e direção de arte: Nando Goulart
Mixado e masterizado por: Ygor Rajão
Arranjos por Thiakov exceto Caiu-Quebrou por Henrique Staino
Gravado e produzido nos Estúdios da Alcova Libertina e na casa da Tia Ana
Projeto gráfico: Humberto Mundim
Capa/contra-capa: Felipe Andrade e Humberto Mundim
Logo: João Marcelo Ribeiro
Foto da capa: Renato Sarieddine
Sujona Records e Miniestéreo da Contracultura, 2017

1 -1953
Yuri Vellasco: bateria Thiakov: baixo, guitarra solo, piano; Nando Goulart: Voz, guitarra e violão

2 – Caiu quebrou
Ivan Mortimer: guitarra solo; Ygor Rajão: trumpete; Lucas Completo: sax barítono, João Machalla: trombone; Henrique Staino: sax; P.G. Rocha: congas; Yuri Vellasco: derbak, pandeirão; Thiakov: baixo, guitarra solo, piano; Nando Goulart: Voz, guitarra e violão

3 – Dente-de-leão
Ygor Rajão: trompete; Lucas Completo: sax barítono, João Machalla: trombone; Henrique Staino: sax e flauta; P.G. Rocha: percussões; Yuri Vellasco: bateria Thiakov: baixo, guitarra solo, piano; Nando Goulart: Vox, guitarra e violão

4 – Segunda sun
Ygor Rajão: trompete; Lucas Completo: sax barítono, João Machalla: trombone; Henrique Staino: sax e flauta; P.G. Rocha: percussão; Yuri Vellasco: bateria Thiakov: baixo, guitarra solo, piano; Nando Goulart: Vox, guitarra e violão

5 – Recado
Felipe José: Cello; Yuri Vellasco: moringa, pandeirão; Thiakov: baixo, piano; Nando Goulart: Voz, guitarra e enxada

6 – Preguiçosa luz de inverno
Yuri Vellasco: bateria, Thiakov: baixo, teclado, glock; Nando Goulart: Voz, guitarras e violão

7 – Avoid
Yuri Vellasco: bateria, Thiakov: baixo Nando Goulart: Voz, guitarras, violão, efeitos

8 – Dark green squirrel
Yuri Vellasco: bateria, Thiakov: baixo Nando Goulart: Voz, guitarras

9 – Mergulho
Luis Gabriel Lopes: Voz; Luiza Brina: congas; Thiakov: percussão e baixo

10 – Not a girl
Guto Borges: banjo; Ivan Mortimer: guitarra solo; Thiakov: baixo e bateria, Nando: violão e voz

11 – Aço
Yuri Vellasco: bateria, Thiakov: baixo Nando Goulart: Voz, guitarras

12 – Sem açúcar
Nando Goulart: piano e voz

MULA

MULA

 

EP

2016

Belo Horizonte/MG

Baixado 84 vezes!

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Sobre
Através da simbiose entre várias culturas, o Mula é uma banda que possui influências artísticas marcadas por ritmos brasileiros (samba, maracatu, afoxé), jamaicanos (nyabinghi, reggae, dub) e também de rock’n’roll clássico. A banda executa composições próprias, mas também toca um pot-pourri com clássicos do nyabinghi jamaicano em versões do seu ritmo irmão, o afoxé.

Uma pesquisa musical que abraça várias culturas e bebe de referências que vão desde ritmos tipicamente brasileiros, como maracatu e afoxé, até o reggae e o rock’n’roll. Este é o som da Mula. A Mula surgiu a partir do trabalho musical conjunto de Fernando Goulart (guitarra e voz) e Henrique Ávila (baixo), que participavam da banda Solnamulera. Com o fim deste grupo, novos amigos começaram a somar no processo criativo, dando origem ao novo projeto. Também integram o grupo a artista plástica, atriz, compositora Juliana Floriano, nos vocais, e Marcos Sarieddine, nos teclados, e João Paulo Drummond na percussão. O show de estreia da Mula foi em setembro de 2015 no Coletivo Alcova Libertina. O primeiro disco da banda tem foi lançado no inicio de Outubro de 2016, as músicas que compõem o repertório deste show são parte deste trabalho.

Para Fernando, a participação de Juliana é um dos diferenciais do grupo, pois além de agregar a força da figura feminina e negra, ela trouxe suas influências e raízes para as composições. As letras trazem temáticas leves que se somam a um cuidadoso acréscimo sonoro. “Estamos sempre buscando novos temperos musicais que são tão importantes como as composições. Buscamos aliar o tradicional e o novo, a couve com tutu, com o sabor das especiarias orientais. Nos importa as atmosferas musicais os timbres os ruídos meticulosamente escolhidos”, relata Fernando.

Sobre o nome da banda, que costuma despertar certa curiosidade, Marcos revela que não há nenhum mistério. “Começamos chamando de Projeto Mula e depois ficou só Mula. É um animal que a gente gosta”, brinca.

Mula é:

Juliana Floriano – voz e percussão
Nando Goulart – guitarra e voz
Henrique Ávila – baixo e violão
Marcos Sarieddine – Teclados
João Paulo Drumond – percussão

Arte gráfica – Humberto Mundim
Produção, gravação, mixagem e masterização – Thiakov
Gravado na Alcova Libertina
Sujona Records / Miniestéreo da Contracultura
2016

Marcos Braccini – Wiara

Marcos Braccini – Wiara

CD

2016

Belo Horizonte/MG

Baixado 114 vezes!

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Sobre

O álbum Wiara representa um bem sucedido experimento de usar a canção e o canto como fios condutores de um trabalho de musica de câmara contemporânea. E o resultado é instigante, uma ponte entre dois mundos que deveriam interagir com mais assiduidade.

Marcos Braccini pode fazer essa incursão na composição instrumental, promovendo a ligação com o universo popular, tendo por base sua própria história e vivências de compositor, arranjador e produtor musical. Graduado em Composição pela Escola de Música da UFMG, também estudou na Fundação de Educação Artística, em Belo Horizonte. Produziu discos e participou de diferentes projetos dedicados à música contemporânea de concerto, à música popular brasileira e ao rock ‘n’ roll, além de compor trilhas para a televisão e rádio. Também tem trabalhos de literatura e poesia.

Essa multiplicidade está presente no álbum Wiara e dá unidade aos experimentos diversos, especialmente à pesquisa para escrita de cordas. São propostas que representam desafios e novas sensações para quem quiser penetrar no denso universo de sons, harmonias e dissonâncias, versos e arranjos, melodias e lamentos.

Este trabalho é ao mesmo tempo origem e, agora, complemento do caminho percorrido por Marcos Braccini em dez anos de estudos e pesquisas, cujos resultados já apareceram em seu álbum de música brasileira Noturno. Wiara representa a semente dessa trajetória, as primeiras experiências que levaram à síntese dos dois álbuns, diversos na aparência, mas unidos em sua essência e significado.

Do assovio ao canto, do solo ao sexteto de cordas, Wiara descortina possibilidades e apresenta a evolução do artista que se posiciona sem preconceitos e sem limitação em sua arte e em seus horizontes.

Gravado ao vivo, em sua maior parte, Wiara é um convite à ousadia e ao mesmo tempo um tributo à música, que não pode ser contida em definições, limites ou preconceitos, mas que representa o prazer de se abrir às sensações e á magia dos sons.

Com Wiara, tal como já fez com Noturno, Marcos Braccini afirma seu universo sonoro amplo e múltiplo, construído com o afinco de um artesão e a sensibilidade de um artista consciente de seu ofício.

Marcos Braccini – Noturno

Marcos Braccini – Noturno

 

Álbum

2014

Belo Horizonte/MG

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Sobre

Eis aí um trabalho que lembra uma nave espacial chegada de volta a um planeta triste, como a devolver-lhe retalhos de um tempo de sua história autêntica, plena de um lirismo perdido, engolido pela mediocridade desagregadora em decadentes e progressivos naufrágios, diluindo gradativamente seu colorido humano, poético e agregador que construía uma cultura e identidade de um povo rico e esbanjador de beleza.
O jovem Marcos Braccini, que além de escolado músico e amante do atavismo musical brasileiro, com este trabalho reúne as formas da música popular brasileira mais rica, descendo às profundezas de suas origens melódicas, harmônicas e rítmicas, com a ajuda da elaboração dos arranjos entremeados de erudição na medida comedida, sem extrapolar a periferia das canções, alcançando a grandeza transcendental de nosso lirismo poético, e consegue trazer, na companhia de seus parceiros poetas, em incrível sintonia, um trabalho ímpar para os dias de hoje.
Parece que uma nave pilotada por Villa-Lobos tendo Tom Jobim, Vinicius, Pixinguinha, Noel, Orestes Barbosa e outros como comissários de bordo andou pousando em Belo Horizonte e desembarcando seus discípulos Marcos Braccini, seus parceiros e o arranjador Rafael Martini, com a missão de recompor os caminhos verdadeiros de nossa música. Missão praticamente impossível, mas que os ventos das transformações possam levar este belo trabalho aos ouvidos de nossa gente, servindo de exemplo para os novos talentos brasileiros retomarem o verdadeiro universo de nossa cultura.

É um trabalho a ser aplaudido de pé.

Sérgio Ricardo, 10/12/2013

NOTURNO
Produzido por Marcos Braccini e Rafael Martini
Direção Musical de Rafael Martini e Marcos Braccini
Direção Artística de Marcos Braccini e Rafael Martini
Arte e Projeto Gráfico de Daniel Cavalcanti

Luiz Gabriel Lopes – Passando Portas

Luiz Gabriel Lopes – Passando Portas

 

Album

2013

Belo Horizonte/MG

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Sobre

Entre maio e agosto de 2010 estive vivendo em Lisboa e compus as músicas que integram esse disco. Tudo foi gravado em tempo recorde com dois microfones e muita boa vontade pelo Sérgio Miranda, que também fez a mistura e masterizou. As percussas foram feitas pelo Junim Ibituruna e pelo Yuri Vellasco, sendo que o Junim tocou a batera em “Durante o futebol, notícias numa fita”. A faixa “O papa, o cão, a alfama” tem ainda João Pires na guitarra solo, Donatello Nuvolari no acordeão, Francesco Nuvolari no baixo acústico e Pedro Paz nos vocais, além de uns espanhóis desconhecidos amigos do Sérgio no coro. A faixa “Night jamming with brazilian portuguese and dutch friends” foi gravada num parque em Harleem, na Holanda, e é um tema cujo autor desconheço. O “Samba pra BH” é uma canção do Gustavo Amaral, as outras músicas são minhas.

Ficha Técnica: 

produção musical: luiz gabriel lopes e sérgio miranda
gravado e mixado por sérgio miranda, em julho de 2010, em lisboa, portugal.
todas as músicas são de autoria do luiz gabriel lopes, exceto o samba pra bh, que é do gustavo amaral.

LG Lopes – O Fazedor de Rios

LG Lopes – O Fazedor de Rios

Álbum

2015

Belo Horizonte/MG

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Sobre

LG é amor, e “O Fazedor De Rios” é fruto disso, e mais. A música que dá nome e inicia o disco foi concebida baseada em um capítulo do romance “Terra Sonâmbula”, de Mia Couto, a que Luiz, em parceria com Luiza Brina e César Lacerda, homenageou belissimamente. Daí se inicia fabuloso o disco do rapaz de talento. A canção de abertura é apenas uma das cinco parcerias que fazem parte de uma seleção carinhosa dentre as 12 músicas que compõem o álbum.

O disco, aliás, é o segundo da carreira solo de Luiz, que já conta com o belo “Passando Portas” em sua mochila, um registro quase todo voz-e-violão, proposta artesanal, lançado lá pelos idos de 2010. Além de “Passando Portas”, Luiz Gabriel também divide bagagens musicais, como com os queridos do Graveola, bandinha mais famosa e antiga de Luiz, grupo em que o artista toca guitarra e é vocalista, assim como carrega também parcerias junto a TiãoDuá, trio poderoso que integra como vocalista e violonista. Juntos, todos os trabalhos somam quase 10 discos/EPs, que ternamente se refletem no rio de amor que LG faz de seu segundo trabalho solo.

Ao contrário do formato simples e intimista do álbum anterior, “O Fazedor De Rios” é uma peça agudamente diferente.  As canções que compõem o novo álbum são resultado de um trajeto de peneira e labuta entre os anos de 2012 e 2015, quando entrou com um projeto de financiamento coletivo do álbum no catarse.

Gustavito e a Bicicleta – Quilombo Oriental

 

Gustavito e a Bicicleta – Quilombo Oriental

 

 

 

CD

2015

Belo Horizonte/MG

 

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Sobre

O disco “Quilombo Oriental” traz em sua essência uma forte ligação com o bloco de carnaval “Pena de Pavão de Krishna”, com referência às culturas afro-brasileira e indiana, e ao movimento cultural, social e político que vem transformando o carnaval de rua de Belo Horizonte.

O disco traz uma sonoridade bastante brasileira e solar, com canções conectadas a uma atmosfera de cores vivas e ritmos alegres, que pulsam nos arranjos executados com desenvoltura pelos talentosos músicos da banda “A Bicicleta”, que acompanha o compositor Gustavito há quatro anos. A banda é formada pelos jovens músicos da capital mineira Yuri Vellasco (bateria), Pablo Passini (guitarra), Felipe José (contrabaixo) e Christiano de Souza (percussão). Tendo como traço marcante o processo de produção colaborativa, “Quilombo Oriental” foi parcialmente gravado no estúdio “Casa Azul”, um importante coletivo que reúne diversos artistas independentes de Belo Horizonte. As bases instrumentais foram gravadas ao vivo, no estúdio “Camarada”, em parceria com o músico e engenheiro de som Kiko Klaus, conferindo ao disco uma sonoridade orgânica e natural. A essas bases somam-se as vozes das cantoras Luana Aires, Irene Bertachini e Deh Mussolini, em arranjos inovadores que prometem surpreender o público. Além dos oito músicos de “A Bicicleta”, os shows de lançamento contarão ainda com a participação especial da clarinetista Joana Queiroz (RJ), que também participa da gravação de algumas faixas do disco.

As 11 faixas de “Quilombo Oriental” remetem ao processo de transformação pessoal pelo qual vem passando o compositor Gustavito, em sintonia com o tempo e a cidade, marcada pelo carnaval de rua e pela afro-brasilidade, mesclada a uma intenção de busca espiritual. Essa marca foi naturalmente agregada ao trabalho do artista a partir da manifestação do bloco “Pena de Pavão de Krishna”, onde o compositor atua como cantor e violonista, conduzindo melodicamente a celebração de mantras eclássicos da MPB em ritmo de Ijexá. O álbum “Quilombo Oriental” expressa a resistência da cultura popular associada à espiritualidade expandida: a flor de lótus do tambor.

Gustavito – Só o amor constrói

Gustavito – Só o amor constrói

 

Album

2013

Belo Horizonte/MG

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Sobre
 

O disco “Só o Amor Constrói” é fruto de grande expectativa por parte do próprio compositor, que vem durante anos maturando a idéia de registrar em um álbum suas canções buscando uma forma autêntica para sua sede de expressão. O processo foi iniciado na Casa Azul em Dezembro de 2011. Gustavo se tranca no estúdio durante 2 semanas e grava o que seria a estrutura da maior parte das músicas do disco, com contra-baixo acústico e elétrico, guitarra, cuatro venezuelano, marimbas, harmônio indiano, vozes e alguma experimentação, além do violão, é claro, estruturador fundamental de todas as composições e arranjos, com exceção de “O Rio Corta o Papel”, faixa produzida em parceria com os artistas Rodrigo Lana e Irene Bertachini. Nos meses posteriores, até março de 2012, foram sendo incrementados os arranjos até chegarem na forma final. A parte percussiva do disco ficou a encargo de Yuri Vellásco (Graveola e o Lixo Polifônico) e Christiano de Souza (O Liquidificador §e Urucum na Cara) em arranjos construídos espontaneamente em parceria com o próprio compositor. Outras importantes participações vieram a abrilhantar os arranjos: Luiz Gabriel Lopes, Rafael Martini, Alexandre Andres, Gabi Rodriguez, Luana Aires, Rodrigo Lana e Irene Bertachini.

As letras são grandes: Gustavito tem muito o que falar. A sonoridade é sempre viva, colorida, quente. Muita brasilidade!
O show de estreia de Gustavito com sua nova banda no Festival Palavra Som, em Belo Horizonte foi um sucesso. No dia 2 de Junho, foi lançado o primeiro clipe de Gustavito, produzido pelo Laboratório Filmes: “Nina”, em um show na sala Juvenal Dias no Palácio das Artes.

O show de lançamento do CD ocorreu no dia 5 de Julho no Teatro da Biblioteca em Belo Horizonte.
O disco “Só o Amor Constrói” ficou entre os 100 melhores discos de 2012, na 43 posição, de acordo com o renomado blog Embrulhador, sendo que a faixa 1 “Juriti” saiu como a 25 melhor música do ano.
No dia 27/03/2013 aconteceu o lançamento do disco “Só o Amor Constrói” no Rio de Janeiro, no Teatro Sergio Porto, tendo proporcionado uma boa visibilidade para o trabalho do compositor. Relançamento do Miniestéreo da Contracultura (MDC 008 ) – Brasília/DF – nov/2013

D E R I V A SONS – D E R I V A SONS

D E R I V A SONS – D E R I V A SONS

 

Álbum

2015

Belo Horizonte/MG

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Sobre

Há diversos desafios que se apresentam aos jovens compositores brasileiros ligados ao contexto da música contemporânea de concerto. Logo de início, observa-se uma enorme desarticulação das instituições envolvidas com a produção artística e montagem de eventos. Isso está diretamente relacionado ao modus operandi das agências de financiamento. Devido à inviabilidade comercial desse tipo de música no que diz respeito a uma relação direta com o consumidor, torna-se imprescindível a presença de algum tipo de mecenato. Entretanto, o perfil atual dos mecanismos de subvenção é perverso pois, ao mesmo tempo em que se apoia em uma hipotética neutralidade na concorrência de todos os tipos de propostas vindo dos mais diversos segmentos sociais, finge ignorar o massivo retorno publicitário das produções mais populares às empresas financiadoras. Essas são algumas das razões que obrigam a música contemporânea de concerto a se refugiar dentro dos muros da universidade pública. Mas os espaços externos precisam ser atingidos. No começo do século XX, Adorno já havia nos advertido sobre os paradoxos vividos pela música mais radical: por um lado, sua expressividade alimentava-se da recusa em ceder espaços a uma escuta domesticada; por outro, o isolamento criado em consequência dessa escolha implicava em um afastamento prolongado de um público mais diversificado. Com o tempo, as próprias motivações sociais dessa forma de arte ficam enfraquecidas. Por isso, torna-se muito importante construir um espaço de diálogo com o público em um território aberto, desprotegido. E o próprio sentido do trabalho se enriquece com o embate das propostas e respostas heterogêneas. Ultrapassa-se, desse modo, um discurso estético demasiadamente arbitrário e autossuficiente.
Outro desafio enfrentado pelos jovens compositores diz respeito a como se situar diante de duas grandes ideologias herdadas do modernismo do século XX. A primeira é iconoclasta e, como uma esfinge, devora todas as propostas que apresentem traços tradicionais, ou que revelem suas influências de um modo claro e explícito: é a exigência do utópico “novo”. O risco aqui é de um primitivismo autoindulgente e sem espessura expressiva, justamente porque despreza-se a história. A segunda, ao contrário, exige uma filiação devidamente documentada de alguma linhagem considerada “nobre” na história da música contemporânea. Nesse sentido, torna-se fundamental deixar nas partituras vestígios rastreáveis de procedimentos técnicos reconhecidos, como séries, espectros, permutações, aleatoriedade, etc. O grande perigo aqui reside em um academismo sem expressividade. É sempre difícil encontrar um caminho interessante entre essas duas forças contraditórias e hostis. Acredito que ele passa, necessariamente, pelo cultivo de algumas fantasias peculiares a cada artista. É preciso resistir àquelas pressões genéricas e impessoais com escolhas singulares e deixar surgir, aos poucos, uma paisagem musical que adquire sua consistência justamente no enlaçar das forças objetivas dos materiais sonoros com as ressonâncias afetivas que eles despertam em cada criador, de um modo pessoal e ao mesmo tempo dinâmico.
Diante desse contexto, a formação de um grupo de jovens compositores, recém egressos da graduação em composição musical (UFMG), ao redor de uma proposta coletiva – atuar nos campos de criação, performance e produção musical – revela-se muito importante e especial. O Derivasons já existe há algum tempo, com apresentações em diversas oportunidades e contextos, mas lança agora seu primeiro CD. Para a gravação foram convidados diversos intérpretes, de modo que podemos dizer que, neste CD, o Derivasons apresenta seus compositores. O primeiro aspecto que me chama a atenção é a diversidade de estilos e propostas. Há homenagens ao cinema – Mario Peixoto e Fellini – e aos quadrinhos – Watchmaker; há solos, peças para conjunto de câmara e verifica-se mesmo a presença da eletroacústica; transita-se do modal ao ruído, passando pelos afetos mais diversos. Essa multiplicidade reforça a percepção de que não se trata de uma reunião ao redor de uma estética, mas sim de uma práxis. Trata-se de reunir forças para enfrentar os inúmeros obstáculos e buscar o florescimento do potencial criativo de cada um de seus membros.
Os dois movimentos para quinteto de sopros de Marcos Sarieddine – Para Mario Peixoto e Para Fellini – apoiam-se na recorrência de idéias simples que se transformam no tempo. No primeiro, um tema modal é repetido em frases progressivamente expandidas. Após algumas interrupções desse processo por breves motivos rítmicos, as duas idéias – melodia e ritmo – se combinam, gerando maior fluência e continuidade. O segundo movimento explora o contraste legato x staccato de uma figura em ostinato que é submetida a variações harmônicas, de instrumentação e de densidade. Em algumas passagens, o tratamento do material acaba constituindo uma terceira “homenagem”, desta vez velada, a Villa-Lobos.
Em Watchmaker, Renan Fontes explora os poderes do personagem em viagens no tempo através de uma transposição musical na forma aberta. As seções de sua peça podem se encadear de diversas maneiras, seguindo distintas trilhas temporais. Em cada trecho, o violino solo desenvolve algum tipo diferente de material sonoro – pedais, glissandi, pizzicato, gestos accelerando, etc – que retorna transformado em outros momentos, às vezes em planos secundários na hierarquia da textura.
Jurema N° 1, de Luís Friche, utiliza um grupo de câmara com madeiras, piano e cordas, Há duas texturas claramente diferenciadas que se alternam. Na primeira, um fagote desenha uma melodia calma sobre um grupo de cordas tremolando. Os demais instrumentos são incorporados, pouco a pouco, de modo a crescer a sonoridade. Na segunda, de andamento mais acelerado, o clarinete desenha figuras melódicas em um registro médio/agudo sobre um fundo quase percussivo de piano e pizzicatos de cordas. Na última aparição dessa textura, observa-se uma filtragem progressiva da sonoridade, de modo a desaparecer a melodia e restar apenas um acorde repetido, cercado de pausas. Após essa dissolução, ouve-se uma variação da textura inicial, mas desta vez com o clarinete, com função de coda.
Em Interrogação, Nathália Fragoso explora um set percussivo em sonoridades que se alternam entre trechos calmos e ressonantes, sem um pulso definido, e trechos mais pulsados e dinâmicos. Um jogo de cores tímbricas – ora mais escuras e opacas, ora mais luminosas e brilhantes – contribui para a definição expressiva dos ambientes. A peça evolui progressivamente para uma textura quase obsessiva no final, com a solista se desdobrando em diversos planos rítmicos.
À Sós, de Marcos Braccini, é uma versão de uma peça anterior de oboé para violoncelo solo. Na transcrição, todo um conjunto de recursos técnicos do cello – cordas duplas, harmônicos, variações de arcadas, etc – é mobilizado em função de uma expressividade que explora as precipitações e detenções do movimento melódico. Há gestos rápidos e elementos que retêm o fluxo temporal através da repetição de notas ou de intervalos. A idéia central que conduz a forma em seu desdobramento parece ser justamente esse jogo de velocidades variáveis.
Em Ser Ruído, Thais Montanari acopla dois planos sonoros – instrumental e eletroacústico – na constituição de sua textura sonora. Poder-se-ia dizer contraponto, mas aqui não se trata de “pontos” em relação e sim de camadas complexas que se fundem em diversos momentos. Para isso, através de técnicas extendidas, os instrumentos são transformados em máquinas ruidosas – na tradição dos intonarumori de Russolo – e metamorfoseiam suas notas e ritmos em uma paisagem sonora eletroacústica.
Este CD é um momento especial: que o Derivasons prossiga seu trabalho com novas produções e consiga multiplicar os projetos musicais de seus compositores. Nesses dias de marasmo cultural, onde o sucesso popular constrói-se sobre propostas tão assustadoramente limitadas, precisamos cada vez mais de uma música especulativa e fantasiosa, que estimule nossa imaginação e nos ajude a sonhar.